Novo atentado deixa paz mais distante
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Dmitry Zaks France Presse 
Jerusalém Um atentado suicida cometido por uma jovem palestina de Hebron matou ontem seis pessoas, além da jovem, e feriu gravemente pelo menos outras 84 no centro de Jerusalém Ocidental, no mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Colin Powell iniciava uma missão na cidade.
A jovem palestina explodiu a bomba que trazia junto ao corpo, jogando-se contra um ônibus próximo ao maior mercado do centro de Jerusalém, lotado poucas horas antes do começo do Shabbat, o descanso semanal judeu, segundo o chefe de polícia israelense, Shlomo Aharonishky.
O atentado é a mensagem dos palestinos a Powell, declarou imediatamente um porta-voz israelense. É uma mensagem de terror e de morte realizado para que coincidisse com a visita de Powell, declarou Emmanuel Nashhon.
Por sua vez, Daniel Seaman, assessor-chefe da imprensa governamental, disse que o ataque reforça a convicção de que os israelenses devem manter a ofensiva até a destruição do último terrorista. Não temos alternativa e o mundo constata que não há mesmo, acrescentou Seaman.
Em Washington, o presidente George W. Bush condenou imediatamente o atentado suicida e disse que não afetaria a missão de Powell. Há claramente pessoas que querem interromper a missão do secretário de Estado. O Presidente não está desanimado por causa deste atentado em sua vontade de buscar a paz, declarou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
Rancor Da parte palestina, o chefe da segurança preventiva na Faixa de Gaza, Mohamad Dahlane, disse que o atentado suicida era o resultado do rancor provocado pelo primeiro-ministro israelense Ariel Sharon com seus massacres e crimes cometidos contra o povo palestino em Jenin, Nablus e em outros lugares da Cisjordânia.
O atentado foi reinvincado pelas Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, um movimento próximo à Fatah, o movimento de Arafat, num telefonema ao canal de televisão Al Manar, do Hezbolah libanês.


