Jerusalém – Um atentado suicida cometido por uma jovem palestina de Hebron matou ontem seis pessoas, além da jovem, e feriu gravemente pelo menos outras 84 no centro de Jerusalém Ocidental, no mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Colin Powell iniciava uma missão na cidade.
A jovem palestina explodiu a bomba que trazia junto ao corpo, jogando-se contra um ônibus próximo ao maior mercado do centro de Jerusalém, lotado poucas horas antes do começo do Shabbat, o descanso semanal judeu, segundo o chefe de polícia israelense, Shlomo Aharonishky.
O atentado é a ‘‘mensagem dos palestinos a Powell’’, declarou imediatamente um porta-voz israelense. ‘‘É uma mensagem de terror e de morte realizado para que coincidisse com a visita de Powell’’, declarou Emmanuel Nashhon.
Por sua vez, Daniel Seaman, assessor-chefe da imprensa governamental, disse que o ataque reforça a convicção de que os israelenses devem manter a ofensiva ‘‘até a destruição do último terrorista’’. ‘‘Não temos alternativa e o mundo constata que não há mesmo’’, acrescentou Seaman.
Em Washington, o presidente George W. Bush condenou imediatamente o atentado suicida e disse que não afetaria a missão de Powell. ‘‘Há claramente pessoas que querem interromper a missão do secretário de Estado. O Presidente não está desanimado por causa deste atentado em sua vontade de buscar a paz’’, declarou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
‘‘Rancor’’ – Da parte palestina, o chefe da segurança preventiva na Faixa de Gaza, Mohamad Dahlane, disse que o atentado suicida era ‘‘o resultado do rancor provocado pelo primeiro-ministro israelense Ariel Sharon com seus massacres e crimes cometidos contra o povo palestino em Jenin, Nablus e em outros lugares da Cisjordânia’’.
O atentado foi reinvincado pelas Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, um movimento próximo à Fatah, o movimento de Arafat, num telefonema ao canal de televisão Al Manar, do Hezbolah libanês.

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