O embate envolvendo a liberação de empréstimos federais para o governo do Paraná já dá a tônica do horário eleitoral gratuito na TV, que apresentou ontem os candidatos a governador, senador e deputados estaduais. O fato já havia sido citado no dia anterior, no espaço destinados aos candidatos à Câmara Federal pelo PT.
Candidato à reeleição, o governador Beto Richa (PSDB) classificou ontem de "boicote sistemático do governo do PT ao povo paranaense" a liberação dos empréstimos por medidas judiciais. O discurso é o mesmo adotado nos últimos anos. Beto atribuía dificuldades financeiras passadas pelo Estado à dificuldade em obter as transações financeiras.
No dia anterior, foi o PT que provocou ao veicular uma esquete no qual um homem é impedido de obter empréstimo em um banco porque não paga as contas em dia. Irregularidades na folha de pagamento de pessoal era um dos argumentos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão do governo federal, para barrar as liberações.
Beto também provocou seu antecessor, Roberto Requião (PMDB), na noite de ontem, dizendo que "pegou o Estado um caos quatro anos atrás". O tucano terminou seu espaço exaltando pesquisa Datafolha que o coloca em primeiro lugar na corrida eleitoral.
A mesma tática foi utilizada, no segundo seguinte, pelo adversário do PMDB, tecnicamente empatado no mesmo levantamento. Requião também propôs congelar as tarifas de água da Sanepar.
Gleisi Hoffmann (PT) concentrou os ataques aos adversários no programa vespertino. Disse que é necessário competência para gerir o Estado e criticou a "forma autoritária e ultrapassada de fazer política", numa alusão ao temperamento de Requião.
À noite, num tom mais ameno, defendeu seu partido do envolvimento com a corrupção, "que, infelizmente, ocorre", e disse que "quem erra, tem de pagar". Também anunciou propostas para a saúde, com a adoção do programa "Mais Médicos Especialistas" e o "PAC Paraná Mobilidade".
Representados por novatos, quatro dos cinco partidos nanicos aproveitaram para apresentar seus candidatos. Apenas o Psol de Bernardo Pilotto repetiu um programa no qual critica a "falsa publicidade" e remeteu ao site de campanha.

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