A Universidade Estadual de Londrina (UEL) instaurou oficialmente ontem as nove Comissões Processantes que irão averiguar as denúncias de irregularidades na administração do ex-reitor Jackson Proença Testa. Os processos administrativos foram determinados pelo Conselho Universitário, após uma comissão de sindicância interna levantar 16 indícios de irregularidades contra a administração da UEL, entre eles o superfaturamento de obras, desvio de recursos da Assessoria Estudantil irregularidades em gastos publicitários.

A criação oficial das comissões ocorreu durante uma solenidade formal na Sala dos Conselhos da UEL, com a presença do reitor temporário, Pedro Gordan, o assessor jurídico da instituição, Gilbert Garcia de Souza, e os membros do conselho que fazem parte das comissões. Gordan garantiu que as comissões terão liberdade de trabalho e amparo logístico da universidade, além de assessoria jurídica. ''Vamos garantir que os trabalhos que vocês começam a desenvolver não sejam em vão'', afirmou.

Inicialmente, as comissões têm 20 dias úteis para concluir as investigações, mas deverá haver prorrogação de prazo. Gordan disse acreditar que o trabalho irá durar aproximadamente 30 dias. O resultado das investigações será encaminhado à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que já apura denúncias de irregularidades em gastos publicitários na UEL. O reitor informou ainda que haverá um reforço na segurança do local onde as comissões vão trabalhar e na Diretoria de Materiais da UEL.

Na avaliação de Gordan, a comissão mais importante é a que trata das denúncias sobre gastos publicitários, por ser o primeiro fato denunciado contra a UEL. Ele também acredita que haverá desdobramentos nas investigações. ''Existe essa possibilidade, sabemos como começa mas não sabemos como vai terminar.''

Logo após a abertura oficial dos trabalhos, os responsáveis pelos comissões processantes tiveram uma reunião com o assessor jurídico. Inicialmente, Garcia explicou que as comissões terão liberdade de trabalho e a assessoria jurídica irá apenas dar apoio técnico às comissões. De acordo com Garcia, durante os processos administrativos, as comissões terão de procurar a ''autenticidade dos fatos, e o autor ou autores desses fatos.'' Os eventuais desdobramentos das investigações serão inseridos nos mesmos processos.

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