Os candidatos de pequenos partidos e principalmente os novatos têm poucas chances de se eleger e enfrentam dificuldades de todo tipo. É comum a estratégia de entrar nas eleições para ganhar notoriedade e depois disputar um cargo na eleição proporcional seguinte. Eles não têm chance de vitória, mas imprimem seus nomes na cabeça do eleitor e reduzem os custos de futuras campanhas.
Para eles, o negócio é aproveitar o tempo de rádio e TV e tentar fazer barulho. Não é tarefa fácil. ‘‘O candidato de partido pequeno tem de ser muito melhor que o de partido grande’’, diz Francisco Ferraz, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Segundo ele, há várias formas mais baratas de fazer uma campanha eficiente, tanto para candidatos que têm potencial para se eleger como para os que querem apenas formar o ‘‘patrimônio eleitoral’’.
Para os inexperientes, já existe até um kit deputado, vendido pela agência Publica Comunicação Governamental, Institucional e Eleitoral por R$ 50 mil. O kit oferece um slogan, um jingle, um logotipo personalizado e arte final para cartazes, buttons e santinhos. O candidato recebe ainda um discurso, uma síntese de pronunciamento para o horário eleitoral e uma sessão de fotos.
Outro tipo de partido nanico deve reaparecer nestas eleições: as legendas de aluguel. ‘‘Muitos desses candidatos nanicos têm apenas interesses mercantilistas nas eleições’’, afirma Gaudêncio Torquato, especialista em marketing político e professor da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, muitas siglas pequenas usam o reduzido tempo que têm na TV para apoiar outros partidos, fazendo ataques a determinados candidatos.

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