Novatos querem espaço no comando da Câmara
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Edson Ferreira <br> <br> Reportagem Local 
A julgar pelas articulações de bastidores, ainda mais intensas nesta última semana da atual legislatura, a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Londrina pelos próximos dois anos vai ser bastante acirrada. Enquanto parlamentares reeleitos tentam formar grupos de apoio para a eleição, novatos defendem a tese da mudança, ''para fazer um trabalho diferenciado, em favor da cidade'', conforme Emanoel Gomes (PRB). Ele vem participando de reuniões num grupo que estaria contando com outros cinco nomes que vão assumir a cadeira pela primeira vez, com o objetivo de indicar um candidato na próxima terça-feira, dia da posse no Legislativo e no Executivo. Ele preferiu não revelar os nomes dos colegas que articulam a ''mudança''.
Segundo Gomes, ''tudo é possível na política, mas até lá (terça-feira) a ideia é agregar vereadores para chegarmos à Mesa''. Gaúcho Tamarrado (PDT), também na expectativa do seu primeiro mandato, confirmou a intenção do grupo. ''Se não der pra chegar até a presidência, pelo menos poderemos ter alguém integrando a Mesa.'' Ontem os vereadores tiveram uma nova reunião e, segundo Tamarrado, um eventual candidato deve ser definido até o dia da posse. Dos 19 parlamentares, apenas sete foram reeleitos para o Legislativo londrinense a partir de 2013.
Apesar do entusiasmo dos novatos, Vilson Bittencourt (PSL) preferiu cautela. ''Existe sim uma articulação dos novos vereadores, mas não podemos dispensar também a experiência de alguns antigos da Casa.'' Ele admitiu estar ouvindo propostas de outros possíveis candidatos e disse que ainda não poderia revelar o seu voto. A FOLHA procurou também Gustavo Richa (PHS), Deliberador (PMN) e Mario Neto Takahashi (PV), mas eles estavam com os celulares desligados ontem.
Paralelamente, surgiu também a iniciativa da bancada feminina, formada por Lenir de Assis (PT), Sandra Graça (PP) e Elza Correia (PMDB). Elas tentam a composição de uma chapa capaz de levar uma das três à presidência. ''Não é fácil, porque o universo masculino é grande na Casa e muitos estão na disputa'', afirmou Lenir.
Em outra frente estão nomes como Rony Alves (PTB), os dois tucanos Roberto Kanashiro e Gerson Araújo, e José Roque Neto (PR). Este último até já admite abrir mão da presidência para compor chapa como vice de Kanashiro, porém, o projeto esbarra na indefinição do PSDB, que ainda precisa apontar um nome para a disputa. ''Já temos cinco ou seis vereadores conosco'', animou-se Roque, confirmando que hoje devem ter nova reunião.
Araújo negou que já tenha conversado com Kanashiro sobre o tema, alegando que tem pouco tempo para tratar do assunto. ''Ainda vou conversar com ele'', resumiu. Kanashiro estava em viagem ontem. Rony Alves, atual presidente da Câmara, já havia dito à reportagem que tem a intenção de entrar na disputa.
A Mesa Executiva da Câmara tem eleições a cada dois anos e é composta por cinco vereadores. Além do presidente e do vice, são mais três secretários, que têm o direito, por exemplo, de indicar nomes que vão preencher os 18 cargos comissionados disponíveis em setores administrativos, como Imprensa e Procuradoria. Apenas o presidente tem salário superior, de R$ 15 mil, ante R$ 12 mil dos demais parlamentares.


