Agência Estado
De Brasília
Estudos concluídos recentemente revelam que se a proibição de fazer coligações para eleições proporcionais e a cláusula de barreira já estivessem em vigor na última eleição, em 1998, haveria um enxugamento de 61,2% dos partidos com representação na Câmara. Isso quer dizer que das 18 siglas que conquistaram cadeiras no Congresso na eleição, apenas 7 teriam condições de continuar com representantes. As duas restrições, juntas, fariam com que partidos médios e pequenos estivessem automaticamente fora do Legislativo.
Incluem-se neste rol o PSB – que saiu das urnas com 19 deputados – o PL, com 12 parlamentares, o PPS, o PC do B, o Prona e uma infinidade de outros partidos nanicos de esquerda e direita. Os sobreviventes – PFL, PSDB, PMDB, PT, PPB, PDT e PTB – seriam beneficiados com as medidas, pois aumentariam consideravelmente suas bancadas. O PFL, por exemplo, maior partido na Câmara, somaria 21 deputados aos que conquistou nas urnas. Ao todo, 51 vagas seriam redistribuídas entre as bancadas da Câmara.

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