Curitiba - A criação de novas regiões metropolitanas no Paraná pode sofrer a interferência direta do líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), Ademar Traiano (PSDB). Questionado pela reportagem sobre o projeto do deputado Douglas Fabrício (PPS), que deseja o benefício para Campo Mourão e região, Traiano disse que depende do impacto financeiro. ''Se não tiver custos para a administração estadual, não vejo problema'', declarou o tucano, sem confirmar se isso implicaria também em vetos aos projetos já aprovados.
Na semana passada, os deputados estaduais criaram a Região Metropolitana de Umuarama, apesar de recomendação em contrário da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu). ''Se Umuarama pode, Campo Mourão também pode'', repetia Douglas Fabrício, ontem, na AL. ''Não é uma questão meramente técnica, pois o técnico não consegue avançar sem o político. O político é que foi eleito pelo povo e, se o técnico não olhar para aquela região, as pessoas vão continuar o êxodo rural vindo se instalar ao redor das grandes cidades, como Curitiba'', atacou Douglas Fabrício.
Planejamento integrado é o argumento do deputado Péricles de Mello (PT), que encampa a criação da Região Metropolitana dos Campos Gerais, com os deputados Marcelo Rangel (PPS) e Plauto Miró (DEM). ''A economia das cidades está interligada, então qualquer ação errada em um município reflete nos demais'', disse Péricles. ''Não queremos esperar pela conurbação das cidades, mas evitá-la'', enfatizou o deputado. Hoje, no Paraná, apenas Londrina, Curitiba, Maringá e Cascavel possuem essas áreas delimitadas.

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