Novas lideranças são sensíveis à realidade social
Para o professor Antônio Celso Mendes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, o surgimento de novas lideranças locais tem um sentido de conscientização da América Latina do seu papel na comunidade internacional. Para ilustrar, ele citou o exemplo brasileiro: O governo Lula tem prestigiado o Mercosul. Mendes avalia que a dinâmica de novos líderes nos países latino-americanos é um bom prognóstico. Não são socialistas ortodoxos, mas são mais sensíveis à realidade social. As coisas estão mudando para melhor, afirma o professor.
O povo latino-americano ainda tem um nível cultural bastante baixo, a participação popular é pequena. Mas os meios de comunicação têm um papel importante de conscientização das massas, completa.
Atualmente, a esquerda latino-americana representa um bloco político de peso considerável, que questiona a interferência dos norte-americanos e impõe barreiras ao avanço de um mercado único nas Américas (encabeçado pelos Estados Unidos) se não houver garantias de um comércio justo para as economias enfraquecidas do sul do continente.
Dentro desse contexto, outro ponto que tem chamado a atenção de historiadores, cientistas políticos e filósofos que pensam a América Latina está na base militar dos Estados Unidos que funcionaria no Paraguai.
Para Mendes, esse assunto deve ser visto com cautela. Temos que vê-la nos seus devidos limites. A América Latina não tem conflitos ideológicos que coloquem em risco os países próximos, aponta o professor. Ele lembra que o Paraguai é um país pobre que muitas vezes precisa de acordos como esse, que funcionaria no combate ao terrorismo.(M.D.)





