Novas ameaças de bin Laden
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de fevereiro de 2002
France Presse 
Islamabad, PaquistãoO terrorista Ossama bin Laden jurou prosseguir com seu combate contra os Estados Unidos até a morte, em uma entrevista gravada em outubro passado e cuja existência somente agora foi tornada pública. A batalha se transferiu para o interior dos Estados Unidos, disse o milionário saudita, entrevistado em 21 de outubro, em um local não revelado, pelo correspondente em Cabul da televisão árabe Al-Jazeera. Estamos fazendo o necessário para continuar com essa batalha, se Deus permitir, até a vitória ou até que nos apresentemos diante de Deus, enfatizou Bun Laden.
Ainda se ignora se bin Laden sobreviveu aos bombardeios contra as bases terroristas no Afeganistão. O canal Al-Jazeera, que tem sua sede em Catar, jamais divulgou esta entrevista exclusive.
Na noite desta quinta-feira, no entanto, trechos dela foram difundidos pela cadeia americana CNN, que conseguiu uma cópia ilegal da gravação, segundo o diretor-geral da Al Jazeera, Mohammed Jassim al-Ali.
A liberdade e os direitos humanos estão perdidos nos Estados Unidos, afirma bin Laden durante a entrevista, realizada duas semanas depois de iniciada a intervenção militar norte-americana nos Estados Unidos.
Versão da CNNA rede de televisão CNN não cometeu nenhuma ilegalidade ao transmitir na quinta-feira uma entrevista inédita de Osama bin Laden, feita pela rede árabe Al Jazira, afirmou ontem a emissora norte-americana.
A rede do Qatar, que acusa a CNN de roubo, divulgou que pretende acusar a CNN na Justiça e acabar com o acordo de cooperação que as duas redes têm.
Em seu site na Internet, a rede norte-americana assegurou que o acordo com a Al Jazira nos dá o direito de utilizar todos os registros que pertencem à ela sem nenhum limite.
A entrevista do terrorista foi feita pela Al Jazira no dia 21 de outubro de 2001, mas, depois de passar algum tempo negando a existência das fitas, a diretoria da rede árabe afirmou que estas não tinham nenhum valor informativo. Eason Jordan, diretor de informação da CNN, explicou no site CNN.com: Quando tivemos a fita em nosso poder, decidimos que deveríamos divulgar, porque era de grande interesse.


