Islamabad, PaquistãoO terrorista Ossama bin Laden jurou prosseguir com seu combate contra os Estados Unidos até a morte, em uma entrevista gravada em outubro passado e cuja existência somente agora foi tornada pública. ‘‘A batalha se transferiu para o interior dos Estados Unidos’’, disse o milionário saudita, entrevistado em 21 de outubro, em um local não revelado, pelo correspondente em Cabul da televisão árabe Al-Jazeera. ‘‘Estamos fazendo o necessário para continuar com essa batalha, se Deus permitir, até a vitória ou até que nos apresentemos diante de Deus’’, enfatizou Bun Laden.
Ainda se ignora se bin Laden sobreviveu aos bombardeios contra as bases terroristas no Afeganistão. O canal Al-Jazeera, que tem sua sede em Catar, jamais divulgou esta entrevista exclusive.
Na noite desta quinta-feira, no entanto, trechos dela foram difundidos pela cadeia americana CNN, que conseguiu uma ‘‘cópia ilegal’’ da gravação, segundo o diretor-geral da Al Jazeera, Mohammed Jassim al-Ali.
‘‘A liberdade e os direitos humanos estão perdidos nos Estados Unidos’’, afirma bin Laden durante a entrevista, realizada duas semanas depois de iniciada a intervenção militar norte-americana nos Estados Unidos.
Versão da CNNA rede de televisão CNN ‘‘não cometeu nenhuma ilegalidade’’ ao transmitir na quinta-feira uma entrevista inédita de Osama bin Laden, feita pela rede árabe Al Jazira, afirmou ontem a emissora norte-americana.
A rede do Qatar, que acusa a CNN de roubo, divulgou que pretende acusar a CNN na Justiça e acabar com o acordo de cooperação que as duas redes têm.
Em seu site na Internet, a rede norte-americana assegurou que o acordo com a Al Jazira ‘‘nos dá o direito de utilizar todos os registros que pertencem à ela sem nenhum limite’’.
A entrevista do terrorista foi feita pela Al Jazira no dia 21 de outubro de 2001, mas, depois de passar algum tempo negando a existência das fitas, a diretoria da rede árabe afirmou que estas não tinham ‘‘nenhum valor informativo’’. Eason Jordan, diretor de informação da CNN, explicou no site CNN.com: ‘‘Quando tivemos a fita em nosso poder, decidimos que deveríamos divulgar, porque era de grande interesse’’.

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