A possibilidade de realização de nova eleição para a Prefeitura de Londrina - caso confirmada a casssação do registro de candidatura de Antonio Belinati (PP) -, vai levar diversos partidos a reavaliar se manterão o mesmo posicionamento do primeiro turno.
No cenário mais provável gerado pela eventual exclusão de Belinati, Luiz Carlos Hauly (PSDB) voltaria às urnas para disputar o segundo turno com Barbosa Neto (PDT). Nesse caso, partidos que participaram da coligação de Barbosa no primeiro turno, e apoiaram Hauly no segundo, ficariam na situação mais delicada.
Está em aberto se Barbosa conseguiria reaglutinar sua coalização de primeiro turno e esvaziar a de Hauly no segundo, ou se o candidato tucano manteria os apoios e enfraqueceria a coligação adversária.
O PSB, que elegeu Jairo Tamura para a Câmara Municipal, se encontra exatamente nesse dilema. ''No primeiro turno, apoiamos Barbosa, no segundo o Hauly. Já estamos encaminhando uma consulta aos diretórios estadual e nacional sobre a definição para um novo segundo turno'', disse.
O PPS, do vereador Tercílio Turini, que também migrou de Barbosa para Hauly, passa pelo mesmo dilema. ''Caso ocorra outro turno, fica o impasse. Nesse caso, vamos nos reunir e trazer o presidente estadual, Rubens Bueno, para discutir'', disse. Na possibilidade - remota - de realização de um novo primeiro turno, Turini cogita até lançar-se candidato a prefeito. ''Isso seria mais difícil, mas se ocorrer, vamos decidir.''
Outro partido que participou da coligação de Barbosa e apoiou Hauly no segundo turno é o PTB. O presidente estadual da sigla, Alex Canziani, resumiu a mudança de cenários na política. ''É como dizia o Tancredo (Neves). Você olha para as nuvens e o céu está de uma maneira. Você olha novamente e já mudou'', disse. Se ocorrer nova votação, o PTB vai se reunir para analisar as condições. ''Vamos aguardar a decisão jurídica'', disse.
Procurado ontem pela FOLHA, Barbosa Neto disse que prefere aguardar o julgamento dos recursos. ''Acredito que Belinati vai reverter a situação no STF e, até por lealdade a ele, não posso entrar nessa discussão até uma decisão final'', disse. Hauly não foi localizado ontem pela FOLHA. (F.C.)

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