Nova resolução complica coligações estaduais
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quarta-feira, 07 de junho de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Se a situação das alianças para as próximas eleições entre partidos no Paraná já estava complicada, com a nova resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o quadro retrocedeu e alguns partidos podem voltar à estaca zero. Enquanto o PMDB nacional vai ter que resolver agora se continua com a idéia de não lançar candidato à Presidência, o PMDB do Paraná fala em alianças informais. O PSDB-PR se diz tranquilo porque tem candidato à Presidência e vai ter a governador de qualquer maneira. Já o PFL-PR argumenta que a interpretação da resolução é dúbia.
''Estou feliz porque venci o Hermas (presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão - PSDB) na lei'', brincou o presidente do PSDB-PR, deputado estadual Valdir Rossoni. O presidente da Assembléia defende uma aliança no Paraná com o PMDB. Mas, para Rossoni, a nova resolução só fortalece a tese de uma candidatura de oposição no Paraná. Isso porque o PMDB nacional ia deixar os estados livres (não lançar candidato a presidente) para alianças. Porém, com a nova norma, se não lançar candidato à Presidência e não se aliar com ninguém nacionalmente, teria que fazer o mesmo nos estados. ''E se o PMDB se coligar nacionalmente volta à estaca zero. Já nossa situação é normal porque temos candidato à Presidência'', afirmou Rossoni.
Como se fala há meses, o candidato ao governo do Estado do PSDB é o senador Osmar Dias (PDT). Mas a decisão oficial estava na dependência de o PDT lançar ou não candidato à Presidência. Agora, para dar certo, o PDT também precisa se coligar oficialmente com o PSDB em nível nacional. Osmar Dias, por meio de sua assessoria, informou que vai conversar com o pré-candidato à Presidência do seu partido, senador Cristóvam Buarque, no próximo sábado. O presidente interino do partido no Paraná, deputado estadual Augustinho Zucchi, acredita que a Executiva nacional do seu partido vai pensar em uma boa coligação para não ficar isolado nos estados. ''Este fato nos leva a fazer uma reavaliação sobre a candidatura do Cristóvam'', afirmou.
Como o PMDB ficou indefinido nacionalmente, o PFL-PR já adiantou que aliado com o governador Roberto Requião (PMDB) não vai ao pleito. O deputado estadual Durval Amaral (PFL) ressaltou que a nova norma dá margem para interpretar que nada impede que a coligação lance mais de um candidato ao governo do Estado, caso não coloque nenhum partido diferente do nacional na aliança. A interpretação é interessante para o PFL-PR porque o partido já está coligado nacionalmente com PSDB e caso os tucanos se juntem também ao PMDB no cenário nacional, os pefelistas paranaenses devem correr para o lado do PPS.
Para o PT, segundo o presidente estadual do partido, deputado estadual André Vargas, a nova regra ''fortalece a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na medida em que obriga os partidos a se definirem''. Sobre os reflexos no Paraná, Vargas afirmou, por meio de nota, que ''só será possível opinar e avaliar depois que o quadro estiver consolidado no plano nacional''.
''Agora o PMDB está livre para voar. Podemos fazer coligações informais'', afirmou o deputado estadual Nereu Moura (PMDB). O deputado disse que seu partido pode defender uma aliança informal com o PSDB no Paraná. Qualquer aliança nacional que o PMDB feche vai dificultar as coisas no Paraná, caso as coligações tenham que ser idênticas nos estados. Se coligar com o PT, ou Requião ou o senador Flávio Arns (PT) teriam que desistir da candidatura. Já com o PSDB, ou Requião ou os tucanos teriam que desistir.


