Uma nova proposta salarial formatada, na última quarta-feira, por representantes do governo do Estado, deputados da base aliada e da oposição e líderes do Fórum das Entidades Sindicais (FES), pode encerrar a greve dos professores e servidores da rede estadual de ensino. Na prática, é um plano de reajuste salarial para os próximos três anos.
Segundo a nova alternativa, em outubro deste ano seria pago o índice de 3,45%, que é referente à inflação entre os meses de maio, quando vence a data-base da categoria, a dezembro de 2014. Em janeiro de 2016, os servidores receberiam um novo aumento com a inflação acumulada em 2015 (estimada em cerca de 8,5%), mais um ponto percentual. A mesma medida será tomada em janeiro de 2017. Em maio de 2017, os servidores podem receber um novo reajuste, em relação ao primeiro quadrimestre do ano (janeiro a abril). Em 2018, a data-base voltaria para o mês de maio, quando seria paga a inflação acumulada no último período.
A proposta foi entregue ao FES que convocou uma assembleia geral para hoje, para que a categoria decida sobre o fim ou não da paralisação que já dura 74 dias.
Segundo o líder do governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), a proposta apresentada é uma solução até 2018, com uma regra clara e sem nenhuma condicionalidade. Ainda de acordo com ele, esta é a última proposta do governo.
O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, afirmou que o caixa do Estado só suportaria o reajuste dos servidores proposto pelo governo (3,45% este ano e 8,5% em janeiro de 2016), mas não os 8,37% pretendidos pelo funcionalismo em 2015.

- A medida trará um impacto de R$ 2,117 bilhões nas contas do Paraná: R$ 179 milhões neste ano e R$ 1,937 bilhão em 2016

- Líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), diz que a alternativa é um avanço em mais de 20 dias em que as negociações foram encerradas pelo Executivo


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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