Curitiba – O governo formalizou ontem a nova versão do projeto de reajuste do funcionalismo estadual, incorporando a proposta fechada na semana passada após negociação entre dirigentes sindicais, deputados de oposição e base aliada. Com isso, a expectativa, tanto do Executivo, quanto dos parlamentares da base aliada, é de que a greve seja encerrada nesta terça-feira.
O substitutivo geral encaminhado à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná prevê o índice de 3,45% em parcela única a ser paga em outubro – relativa à inflação de maio a dezembro de 2014. Também prevê ainda que em janeiro de 2016, os servidores receberiam outros 8,5% – referente à inflação estimada para janeiro a dezembro deste ano. E em janeiro de 2017, além da reposição da inflação de 2016 medida pelo IPCA, eles teriam outros 1% de aumento – para recompor as perdas pelo parcelamento dos reajustes anteriores.
De acordo com o líder do governo na AL, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), o envio do substitutivo geral para a Casa garante ``segurança jurídica aos servidores´´. ``É necessário para que a assembleia da APP (sindicato dos professores) possa avaliar a proposta. O governo está validando tudo aquilo que ficou acordado na semana passada, para que não reste dúvidas de que será cumprido´´, disse. Ele ainda ressaltou que não há mais como melhorar a proposta em virtude dos limites financeiros do Estado. ``Se for mantida a greve, a presidência (da AL) terá que convocar os líderes para decidir se o projeto será votado mesmo sem o fim da greve. Caso a paralisação continue, não vejo por que votar a proposta, mas é um entendimento pessoal. Mas é uma decisão que não cabe a mim´´, completou.
O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), acredita que a greve deve ser encerrada nesta terça-feira. ``É chegado o momento de pôr um ponto final na greve, até porque melhor proposta do que esta é muito difícil de conseguir´´, ressaltou. Ele indicou, entretanto, que caso a paralisação persista, a proposta deve ser votada mesmo assim. ``Vou discutir com os demais parlamentares e vou reuni-los para tomar uma decisão. Estamos em condições sim de submeter a proposta a voto´´, afirmou.
Por outro lado, para o deputado Professor Lemos (PT), a categoria encontra-se bem dividida, o que pode dificultar o fim da paralisação. ``Ainda há insatisfação por parte dos servidores sobre a proposta apresentada. Do jeito que está acredito que ainda é insuficiente para pôr fim à greve´´, destacou.

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