Curitiba - A nova procuradora-geral da Justiça, Maria Teresa Uille Gomes, que assume o cargo na próxima semana, pode alterar o quadro Promotoria de Investigações Criminais (PIC). As mudanças começariam pela reestruturação do quadro de promotores e pela indicação de um novo procurador para ocupar o cargo de coordenador. Desde 1994, a PIC tem como coordenador o procurador Dartagnan Cadilhe Abilhôa. Ontem, Maria Teresa evitou comentar o assunto. ‘‘Se eu quiser mudar o coordenador da PIC, vou fazê-lo. Quero dizer que vou mudar a maioria dos coordenadores dos centros de apoio. Isto não significa demérito nenhum. É uma questão de afinidades. Não é retaliação ou desprestígio’’, alegou.
Hoje à tarde, a procuradora terá uma reunião com os promotores da PIC. Outra mudança que deverá ser implementada será a forma de investigação realizada há quase dois anos, com a ida do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) para a PIC.
A Folha apurou que Maria Teresa pretende aumentar a participação das polícias nas investigações. Além de policiais militares, ela quer trabalhar com a Polícia Civil. Nos últimos dois anos, vários policiais civis e delegados foram investigados pela PIC. Entre eles, os delegados Kioshi Hattanda, Mário Ramos e o ex-delegado-geral da Polícia Civil João Ricardo Képes Noronha.
Na PIC, o clima é de ansiedade. O promotor Paulo Kessler, já teria dito que vai ser removido para outra área. A reportagem procurou conversar com Abilhôa e Kessler, mas não conseguiu localizá-los

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