Nova presidente do PT em Londrina busca reestruturar partido para eleições 2020
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terça-feira, 10 de setembro de 2019
Guilherme Marconi - Grupo Folha 
Sem representantes na Câmara Municipal de Londrina na atual legislatura (2017-2020), o PT (Partido dos Trabalhadores) tenta se reestruturar para as eleições municipais do ano que vem. No último domingo (8), a professora aposentada Giane Souza Silva foi eleita presidente local do partido para o período 2020-2024. A candidata fez 112 votos (67%) contra 57 da assistente social Giselda de Lima. No diretório do Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato assume o posto ocupado pelo ex-deputado federal Dr. Rosinha.

Já o diretório municipal, composto por 38 dirigentes, será dividido proporcionalmente entre as chapas que disputaram o PED (Processo de Eleição Direta ). Giane venceu pela chapa vinculada à CNB (Construindo um Novo Brasil), com apoio do atual presidente, o médico Odarlone Orente; da ex-ministra Márcia Lopes, da ex-vereadora Lenir de Assis e da ex-reitora da UEL (Universidade Estadual de Londrina) Lígia Puppato.
Professora aposentada da rede estadual, Giane tem atuação no movimento sindicatal, em que participou da diretoria da APP-Sindicato. Formada em história pela UEL, filiou-se à legenda em 1995. Ela já disputou duas vezes vaga na Câmara e foi candidata a deputada federal em 2018, mas obteve apenas 1.491 votos.
TERRA ARRASADA
Giane assumirá a nova direção a partir de janeiro e conduzirá a política partidária local. Segundo a petista, o objetivo do partido é formar uma frente progressista para retomar ao menos duas ou três cadeiras na Câmara. "Queremos montar forte para as eleições do ano que vem, com eleições viáveis". Entre 2001 e 2012 o partido elegeu uma dupla de vereadores por três legislaturas consecutivas. A última petista a ter uma cadeira foi Lenir de Assis (2013-2016).
Para a presidente do PT em Londrina, o fim das coligações nas eleições proporcionais a partir de 2020 poderá facilitar o planejamento. ."Estamos vivendo um período de terra arrasada com perseguições de minorias, a economia não deslancha, emprego não aumenta, estudante ficando sem bolsa. Tivemos eleições baseadas em fake news." O partido pretende ainda lançar candidatura própria a prefeito. O nome mais cotado é do médico Odarlone Orente, que disputou em 2016.
No domingo, 175 filiados aptos a votar participaram da escolha que ocorreu na Câmara Municipal de Londrina.


