Com preço máximo fixado em R$ 13,7 milhões por um ano, será publicado hoje o edital da coleta de lixo domiciliar em Londrina. A novidade em relação a editais anteriores - que acabaram sendo suspensos por decisões administrativas ou judiciais - é a pesagem do lixo recolhido.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai instalar na Central de Tratamento de Resíduos (CTR), no Distrito da Maravilha (zona sul), uma ''balança à prova de fraude'', segundo o presidente da companhia, Carlos Alberto Geirinhas. ''Vamos providenciar a balança, equipá-la com câmeras e deixá-la à prova de fraude. É um sistema mais justo'', declarou.
Com a balança, a empresa contratada receberá somente pelo lixo que efetivamente levar até a CTR. Cada tonelada foi orçada em R$ 87,92 e a estimativa para estabelecer o valor total do contrato é de que a cidade gera 12.984 toneladas de resíduos domiciliares por mês ou que cada londrinense produz 848 gramas de lixo por dia. O valor é superior ao Plano Municipal de Saneamento, aprovado em 2010, que estimava 615 gramas de lixo diário per capita.
''Fizemos a estimativa com base na quantidade de caminhões e na capacidade de carga de cada uma. Mas mesmo que seja maior, não tem influência no preço pago por causa da pesagem'', disse Geirinhas, afirmando que desconhece resultado de pesagem feita no ano passado pela CMTU quando tentava licitar o lixo. ''Acho que isso se perdeu.''
Hoje, pelo contrato emergencial, o lixo não é pesado e a MM recebe por estimativa. O atual contrato custa cerca de R$ 1,1 milhão por mês, praticamente o mesmo valor da nova licitação. Mas, no novo contrato, a vencedora terá de garantir aumento salarial de 17% aos funcionários (ajuste que serviu para o fim da greve dos coletores).
Geirinhas disse que isso foi possível porque ''cortou gorduras'' da planilha anterior. ''A planilha incluía carros, viagens e hospedagem para diretores da empresa, o que acreditamos que era irregular'', comentou o presidente, evitando polemizar. ''A MM já está infeliz com tudo isso. O importante é que limpamos a planilha e será possível pagar o reajuste.'' Ele ressaltou que somente agora percebeu a irregularidade na planilha e não soube dizer se será instaurada sindicância. A FOLHA não conseguiu falar ontem com representantes da MM.
Os envelopes da concorrência do lixo serão abertos em 21 de junho, apenas cinco dias antes de vencer o contrato com a MM. ''Estamos trabalhando para dar tempo de terminar a licitação. Garanto uma coisa: não vamos mais fazer contrato emergencial. Se a licitação não for concluída até 26 de junho, pensaremos um plano B.''
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