Curitiba - A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de obrigar os diretórios estaduais dos partidos a respeitar as alianças formadas nacionalmente alterou as estratégias das siglas para formar suas chapas às eleições a deputado estadual e federal no dia 6 de outubro. Mesmo assim, os grandes partidos paranaenses estão confiantes de que conseguirão aumentar significativamente suas bancadas após as eleições.
Se depender do otimismo das lideranças partidárias, a Câmara dos Deputados será pequena para abrigar tantos parlamentares paranaenses. Tanto os partidos que formam a base governista, como os que fazem oposição ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acreditam que podem aumentar sua representação em Brasília. Muitos deles já estão fazendo as contas de quantos votos vão precisar para se eleger em outubro.
‘‘É a melhor chapa para a Câmara que o PT já teve. Já tivemos uma boa votação na eleição passada, quando elegemos quatro deputados federais. Agora que estamos à frente de prefeituras importantes, devemos conquistar pelo menos seis vagas’’, afirma Jorge Samek, que deixou a Câmara de Vereadores de Curitiba para concorrer a uma das 30 vagas a que o Paraná tem direito em Brasília.
Atualmente com cinco deputados federais na bancada paranaense, o PFL também espera um crescimento nessa eleição, mesmo com a decisão do TSE que dificulta as coligações. ‘‘Temos pelo menos 14 candidatos que farão uma excelente votação. Além do meu nome, candidatos como o Luciano Pizzatto e o Alceni Guerra garantem uma boa votação para o PFL, independente de coligações’’, analisa o deputado federal Abelardo Lupion.
Até mesmo as siglas que não têm representantes paranaenses em Brasília acreditam que podem emplacar alguns candidatos nas eleições. O PSB confia na chance de eleger até dois deputados federais em 2002. ‘‘Não temos nossa chapa completa ainda, e acredito que os partidos que dizem que estão com a chapa fechada não estão sendo verdadeiros. Mas temos uma chapa homogênea, que fará uma boa votação em todo o Estado’’, comenta Severino Nunes de Araújo, presidente estadual do partido.

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