O secretário municipal de Gestão Pública, Denilson Novaes, disse que o município está tentando reaver recursos provenientes das irregularidades citadas por Karin Sabec. O procedimento de compra dos livros didáticos, que resultaram em prejuízo de R$ 621 mil, foi anulado e o caso foi encaminhado à Procuradoria Jurídica. ''O objetivo é ajuizar uma ação pedindo o ressarcimento à Editora Ética, já que não conseguimos reaver o recurso pela via administrativa', disse Novaes.
Quanto ao contrato com a Proguarda, para a limpeza dos prédios públicos, o secretário afirmou que cerca de R$ 1 milhão em pagamentos que deveriam ter sido feitos à empresa foi retido. ''O aditivo foi anulado e o dinheiro retido. O prejuízo foi reparado.'' Tanto no caso dos livros quanto da Proguarda, foram instauradas comissões de sindicância para apurar eventual envolvimento de servidores.
A compra dos uniformes de 2011 não será revista. ''O contrato foi pago e os materiais entregues. Não há o que fazer'', disse o secretário, acrescentando que a compra de 2012, com valor total de R$ 11 milhões, deve ser anulada. A prefeitura já pagou R$ 1 milhão e estão empenhados R$ 3 milhões. ''A ideia é anular a compra, devolver os uniformes e não pagar esses três milhões de reais.'' No caso dos uniformes, segundo Novaes, não houve abertura de sindicância. (L.C.)

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