Em mais uma ação ostensiva decorrente da chamada Operação Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (8) a Operação Déjà Vu, nos estados do Rio de Janeiro, Espirito Santo e São Paulo. Aproximadamente 80 policiais federais cumprem 23 ordens judiciais em três estados. São quatro mandados de prisão preventiva, dois temporários e 17 mandados de busca e apreensão contra os crimes de corrupção, associação criminosa, fraudes em contratações públicas, crimes contra o sistema econômica e lavagem de dinheiro, dentre outros delitos.

As investigações realizadas indicam a repetição de um modus operandi já amplamente revelado pela Operação Lava Jato: a obtenção de contratos por parte de grupo empresarial junto à Petrobras, em valores superfaturados, mediante o pagamento de vantagens indevidas à executivos e gerentes da empresa petrolífera. Para a Polícia Federal, parte dos recursos pagos indevidamente pelo Grupo Odebrecht para a obtenção do contrato investigado foram destinados a agentes públicos e partidos políticos.

O principal mecanismo utilizado para o pagamento de recursos para agentes públicos e políticos seguiu uma forma de agir já verificada em investigações anteriores, o pagamento de percentual dos contratos obtidos pela empresa para agentes públicos e políticos, através de repasses no exterior com a utilização de empresas off-shore, bem como a movimentação de recursos em espécie no país com a intervenção de operadores financeiros já conhecidos no decorrer dos trabalhos da Operação Lava Jato.

Os presos serão conduzidos à superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

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