O novo segundo turno em Londrina, no próximo dia 29, deverá contar com praticamente o dobro do efetivo de policiais disponibilizado em outubro do ano passado à Justiça Eleitoral, quando 430 homens foram para as ruas. A definição foi colocada em reunião realizada semana passada entre representantes das polícias Federal, Civil e Militar com o coordenador da eleição na cidade, o juiz da 42 Zona Eleitoral Delcio Miranda da Rocha. Na semana que vem, uma última reunião fará os últimos acertos para o esquema montado para o domingo de votação.
De acordo com o juiz, existe, até o pleito, a possibilidade de o reforço não ser necessário: ele se refere à possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) dar procedência ao recurso extraordinário de Antonio Belinati. ''Acredito que não precisaremos de mais policiais, até pela situação jurídica que vivemos - até a eleição, por exemplo, Belinati pode ter revertido a situação'', comentou. ''Pelo menos esperamos que o Supremo decida até lá.''
O delegado-chefe da Polícia Civil, Sérgio Luiz Barroso, confirmou a disponibilidade de efetivo dobrado, mas preferiu não citar números. ''Pela Civil, vamos colocar todo o nosso pessoal à disposição para garantir a tranqulidade'', definiu.
Já o chefe da Polícia Federal, delegado Evaristo Kuceki, afirmou que contará com a equipe de Londrina e com o reforço de policiais federais de Maringá para evitar eventuais situações de risco. Quando Belinati teve a candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dois dias depois de eleito, por exemplo, correligionários do ex-prefeito promoveram uma manifestação em frente ao Fórum Eleitoral que não só causou o fechamento do prédio como também a quebra de vidraça da Câmara de Vereadores. Indagado se o episódio influenciou a preocupação de aumentar efetivo no novo segundo turno, o delegado da PF admitiu que sim. ''Como não vamos ter a Força Nacional de Segurança (proposta defendida, em janeiro, pelo juiz Abelar Baptista), daremos essa atenção especial - é bom se prevenir'', destacou. Por outro lado, Kuceki não antevê grandes problemas. ''Em termos do que essa nova eleição abrange, ao meu ver, vai ser um processo tranquilo'', acredita.

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