Após cerca de um mês de especulação, a vereadora Lenir de Assis (PT) recebeu, nesta sexta-feira (28), a confirmação que será deputada federal. O presidente Lula (PT) escolheu a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) para a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, responsável pela articulação política do governo, o que abriu a vaga para a suplente assumir.

Com a chegada de Lenir, Londrina terá, ao menos momentaneamente, seis representantes na Câmara dos Deputados. Hoje, a cidade conta com Filipe Barros (PL), Marco Brasil (PP), Diego Garcia (Republicanos), Luísa Canziani (PSD) e Luiz Carlos Hauly (Podemos). Brasil, no entanto, deve voltar à suplência na segunda quinzena de março, quando o secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros (PP), reassumirá o cargo de deputado.

Lenir, que está em seu quarto mandato na CML (Câmara Municipal de Londrina), ficou como segunda suplente em 2022, quando concorreu a deputada e fez 17.103 votos. O primeiro suplente do PT era Elton Welter, que ficou com a vaga do ex-deputado Enio Verri, que, em 2023, renunciou ao cargo para assumir a direção-geral da Itaipu Binacional.

Em entrevista à FOLHA, a (ainda) vereadora diz que o “sentimento é de muita honra”. Quem assumirá sua vaga no Legislativo será a advogada Paula Vicente, que já trabalhou na assessoria jurídica do gabinete de Lenir.

“Em 2022, participei das eleições para deputada federal com o intuito de contribuir para o pleito, ser o nome do PT aqui, juntamente com a campanha do presidente Lula”, afirma a vereadora.

A posse de Gleisi está marcada para 10 de março e, quando for comunicada oficialmente pela Câmara dos Deputados, a vereadora vai solicitar licença para a CML. A tendência é que ela assuma o posto em Brasília nas próximas semanas.

ATUAÇÃO

A vereadora destaca que Londrina precisa de mais representatividade e de uma liderança alinhada ao governo federal.

"São muitas políticas que os municípios precisam e têm condições de acessar, mas não acessam, muitas vezes, por falta de comunicação e mediação entre os representantes e o governo”, diz Lenir, que se propõe a ser o elo entre os municípios e o presidente Lula.

“Todos os dias têm recursos do governo federal chegando em todos os municípios. É fundamental que a população saiba disso. Neste início de ano temos o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que tem muitos programas que os municípios podem acessar”, afirmou.

NOME DE LONDRINA

O PT de Londrina volta a ter uma cadeira na Câmara dos Deputados após mais de dez anos. O último havia sido o ex-deputado André Vargas (PT), que foi cassado em 2014 por quebra de decoro parlamentar.

“É uma grande vitória do Partido dos Trabalhadores, mas é uma grande conquista para a população de Londrina e da nossa região. São necessárias representações femininas e, acima de tudo, representações que estão, no dia a dia, na vida das comunidades e das políticas públicas”, citando as áreas da saúde, assistência social, educação e moradia como focos do seu trabalho. “São pautas que eu sempre atuei ao longo da minha trajetória como vereadora.”

“Eu quero muito ser uma representante do Partido dos Trabalhadores, mas alinhada aos movimentos sociais, às lutas populares, aos movimentos sindicais, pastorais e religiosos. Eu me preparei ao longo da minha vida”, garante.

DANÇA DAS CADEIRAS

Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, assume o cargo no lugar de Alexandre Padilha, que foi remanejado para o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade. A posse da nova ministra está marcada para o dia 10 de março.

Segundo interlocutores, o presidente tem se queixado de falta de disputa política na relação com o Congresso Nacional. Nas conversas sobre a sucessão na SRI, Lula disse que deve a Gleisi a oportunidade de mostrar capacidade articulação.

Lula afirmou ainda que a opção por ela no ministério seria um reconhecimento ao seu trabalho no comando do PT, onde está desde 2017.

A SRI é responsável pela relação do Executivo com o Legislativo e ficará vaga com a ida de Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde.

A aliados, Lula lembrou que a deputada trabalhou para construção de palanques nas eleições presidenciais de 2018 e 2022, tendo conversado com todos os partidos que compuseram a aliança em torno de sua candidatura.

Ele também ressaltou o bom relacionamento de Gleisi com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). (Com Folhapress)

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