Nova denúncia inclui 52 acusados
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segunda-feira, 06 de junho de 2016
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
A denúncia do promotores que atuam no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, braço do Ministério Público (MP), ontem, relativa à quinta fase da Operação Publicano envolve 42 fatos criminosos: a formação de duas organizações criminosas e de uma associação criminosa, 18 falsidades ideológicas, dois fatos de corrupção ativa e dois de corrupção passiva tributária, nove lavagens de dinheiro antes da deflagração da primeira fase da Operação Publicano, em 20 de março do ano passado, e cinco após, além de três extorsões. São 52 requeridos sendo oito auditores: Luiz Antonio de Souza; Rosângela Semprebom; Márcio de Albuquerque Lima, apontado como líder da organização criminosa incrustada na Receita; José Luiz Favoreto; Mário Sanzovo; Roberto Oyama, auditor afastado do cargo por decisão judicial há mais de 13 anos; Milton Digiácomo; e José Luiz Favoreto, todos já réus nas fases anteriores da Publicano.
A outra organização criminosa (ao lado da formada por Souza) era a supostamente comanda pelos dois empresários do setor de abate de suínos. Os promotores constataram que entre 2012 e 2014 eles pagaram ao grupo de auditores (acusados de associação criminosa) cerca de R$ 2,2 milhões em propina. Foram identificados pelos menos 18 pagamentos de R$ 50 mil e 13 pagamentos de R$ 100 mil. O setor era composto por diversas empresas alguns inexistentes e registradas em nome de "laranjas", apenas para contribuir com o esquema fraudulento. Um dos ilícitos comum, apontou a promotora Leila Schimiti, era a simulação de operações que garantiam a obtenção de créditos tributários indevidos.
Os promotores também identificaram que as empresas deste grupo se utilizaram das empresas de fachada dos auditores, como Masterinvest, PF&PJ e Tarfil, para lavagem de ativos. Nesta organização criminosa, foi incluído outro advogado, Fernando Mesquita, que daria suporte a fatos ilícitos. Ontem, a reportagem deixou recados em seu escritório, mas o profissional, que também é advogado de Dinho do Porco, não deu retorno à solicitação de entrevista.


