Rubens Burigo Neto
De Curitiba
O secretário da Segurança, José Tavares, anunciou ontem em Curitiba o que ele considera um ‘‘grupo de elite’’ para dirigir a Polícia Civil do Paraná. O novo delegado-geral é o Leonyl Ribeiro, 60 anos, que tem 33 anos de carreira e estava em Curitiba atuando como diretor interventor do Instituto Médico Legal (IML). Para a Corregedoria Geral foi escolhido o delegado Paulo José Brenny e, para a recém-criada Ouvidoria da Polícia, o delegado aposentado Almir Chagas Vilela. Todos vão ser empossados na segunda-feira à tarde, quando deverá ser anunciado o nome do novo delegado-geral adjunto.
‘‘O problema da segurança pública é complexo e as mudanças não acontecem de um dia para outro. Mas vamos agir com rapidez e responsabilidade para resgatar o respeito da população pela Polícia Civil, já que a imagem da instituição está bastante abalada’’, antecipou Leonyl Ribeiro, se referindo às denúncias de participação de policiais civis no crime organizado. O novo delegado-geral espera que ainda no primeiro semestre possam estar nas ruas os 900 policiais civis que o governador Jaime Lerner anunciou como reforço para a corporação na semana passada.
Leonyl Ribeiro garantiu que pode agilizar os prazos para a contratação dos novos agentes, para permitir eles possam entrar ‘‘o mais rápido possível’’ na Escola de Polícia. ‘‘É claro que eles vão trazer uma nova mentalidade. Mas só serão nomeados para suas atividades se não apresentarem nenhum problema durante o tempo em que permanecerem na Escola.’’
O novo delegado-geral afirmou que os policiais civis vão passar por uma triagem antes de serem indicados para as delegacias especializadas e divisionais. ‘‘Vamos identificar as aptidões para definir se eles servem para o trabalho administrativo ou para trabalhar nas ruas’’, definiu Leonyl Ribeiro. Ele informou que a partir de agora o treinamento de policiais civis terá mais noções sobre direitos humanos.
O novo corregedor da Polícia Civil, Paulo José Brenny, que tem 30 anos de carreira na polícia, se disse bastante surpreso com o convite feito por Tavares. ‘‘Não tive como negar um convite como este. Já conversamos sobre o nosso projeto de dar mais agilidade e poder legal à Corregedoria’’, disse.
O secretário da Segurança, José Tavares, definiu o grupo escolhido por ele como ‘‘inatacável’’.
‘‘Queremos trabalhar com aqueles policiais que tenham compromissos com a instituição e não com interesses pessoais’’, avisou. Ele informou que nas próximas semanas deve avaliar com Ribeiro os nomes dos novos delegados das delegacias especializadas de Curitiba e do diretor da Escola de Polícia.
Criada para atender denúncias da população (Disk-denúncia, 200 1717), a Ouvidoria da Polícia será dirigida pelo delegado aposentado Almir Chagas Vilela, que já foi corregedor e é professor aposentado de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A nomeação do delegado Aníbal Bassan Júnior como interventor no IML completou as mudanças na cúpula da Polícia Civil paranaense.Leonyl Ribeiro é o novo delegado-geral, que assume junto com novo ouvidor e corregedor para mudar imagem da instituição
Mauro FrassonRESPONSABILIDADETavares anuncia grupo ‘inatacável’: Almir Vilela, ouvidor (esquerda); Leonyl Ribeiro (centro) e Paulo Brenny, corregedor