Em cumprimento ao que foi determinado pelo juiz eleitoral LUIZ VALERIO DOS SANTOS, em resposta a HOMERO BARBOSA NETO, candidato a Prefeito do Município de Londrina, que formulou a presente IMPUGNAÇÃO À DIVULGAÇÃO DE PESQUISA ELEITORAL em face de INSTITUTO MULTICULTURAL LTDA.

“Diante do exposto, e por tudo o mais que dos autos consta, JULGO

PARCIALMENTE PROCEDENTES OS PEDIDOS e CONDENO a impugnada INSTITUTO MULTICULTURAL LTDA, a divulgar NOTA DE ESCLARECIMENTO, no mesmo espaço, local, horário, página, caracteres e outros elementos de destaque, de acordo com o(s) veículo(s) em que a pesquisa registrada sob o nº PR08235/2020 foi divulgada, a fim de esclarecer que a pesquisa contém irregularidade, por não ter observado o nível econômico do eleitorado, conforme informado em seu registro”, o Instituto Multicultural de Pesquisas vem esclarecer:

ESTRATIFICAÇÃO SOCIOECONÔMICA

França (2010) apud Feijo et.al. (2013) aponta que não existe consenso em técnicas de estratificação. No Brasil, existem diversos critérios disponíveis para classificar a sociedade, como o Critério Brasil da ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, o critério da SAE – Secretaria de Assuntos Estratégicos, do governo federal, o critério do Centro de Políticas Sociais, da FGV, e o critério do IBGE.

Um novo critério para a definição das classes sociais no Brasil adotado pela Associação Brasileira de Empresas e Pesquisas (Abep), que representa a atividade de pesquisa de mercado, opinião e mídia do país. O conceito está no livro “Estratificação Socioeconômica e Consumo no Brasil”, e foi elaborado pelos professores Wagner A. Kamakura (Rice University) e José Afonso Mazzon (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo).

O critério contrasta com o usado pelo Governo Federal, pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Um dos pontos é que estabelece sete estratos sociais, enquanto o da SAE aponta oito.

Nessa conceituação, a População Economicamente Ativa envolve aquilo que o IBGE classifica como população ocupada e população desocupada. O primeiro termo refere-se aos que possuem algum ofício em um período de referência, sendo esse ofício remunerado, não remunerado, por conta própria ou como um empregador. Já o segundo termo refere-se ao grupo de pessoas que não possuem emprego e que estão aptas a trabalhar, tendo realizado algum mínimo esforço para tal.

Dessa forma, em uma definição mais simples, costuma-se dizer que a PEA é a população empregada ou que possui condições de trabalhar e que realiza algum esforço para isso. Consequentemente, a População Não Economicamente Ativa refere-se às pessoas não classificadas como ocupadas e desocupadas, isto é, aquelas que não possuem idade, interesse ou condições de exercer algum ofício.

O IBGE divide a população brasileira em cinco classes sociais de acordo com o rendimento familiar bruto mensal, mensurado em salários mínimos: a primeira classe compreende aquelas famílias que recebem até dois salários mínimos; a segunda classe vai de mais de dois até cinco salários; a terceira classe vai de mais de cinco até dez salários; a quarta classe compreende quem ganha mais de dez até vinte salários mínimos; e a quinta classe engloba quem recebe mais

de vinte salários mínimos.

O que se refere a pesquisa registrada sob o nº PR-08235/2020 que foi divulgada no dia 07 de outubro de 2020, houve um equívoco no sentido de no registro ter sido feito a estratificação socioeconômica pela População Economicamente Ativa e o questionário aplicado estabelecer a estratificação socioeconômica por classe social (IBGE).

Informamos à população londrinense que por conta deste posicionamento já estamos nos adequando a este entendimento.

Edmilson Vicente Leite

Diretor Estatístico

Instituto Multicultural

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