‘Nos tornamos a delegacia do povo’ No encerramento das atividades da CPI do Narcotráfico, na madrugada da última sexta-feira, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, em Curitiba, e na presença do secretário da Segurança Cândido Martins de Oliveira, Magno Malta disse que a comissão passou nos últimos meses a agir como uma ‘‘delegacia do povo brasileiro’’. ‘‘O que a CPI está fazendo não é buscar autopromoção, mas trabalhar para limpar o Brasil’’, pregou o deputado capixaba. Para o secretário da Segurança do Paraná, o presidente da CPI fez um apelo público para que o governo Jaime Lerner (PFL) mobilize o que restou de bom da sua polícia. ‘‘Solte os bichos em cima dos desmanches. Façam uma varredura geral. A polícia do Paraná está comprometida com o narcotráfico, mas pudemos perceber que a maioria ainda é composta de homens de bem. Criem a CPI local e façam audiências públicas para discutir o problema. No Paraná, esta CPI teve a virtude de descortinar o véu da impunidade’’, pregou o parlamentar num discurso bastante efusivo. Evangélico, na passagem por Curitiba, Magno Malta fez uma parada para orar com companheiros da Igreja Batista, no bairro Batel. O deputado, que é pastor da Igreja Batista no Espírito Santo, foi convidado pelos pastores da igreja de Curitiba para participar de uma oração para pedir proteção a todos que estão participando da CPI, como os deputados, jornalistas que cobriam o assunto, testemunhas e acusados. Estavam presentes cerca de 50 pastores da Igreja Batista. Heber Silva (PDT-RJ) e Edson Praczyk (PL-PR) também estavam presentes. O culto de Magno Malta foi interrompido, de surpresa, com a notícia de disparo de projétil em direção a uma das portas da Assembléia Legislativa, o QG de investigações da CPI do Narcotráfico.(L.D)

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