Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) saiu da convenção nacional do partido, em Brasília, ontem, sentindo-se vitorioso, já que conseguiu ver aprovada a proposta defendida por ele, de afastamento do PMDB do governo federal. Para Requião, a decisão não significa um rompimento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas uma postura de independência e de discordância da política econômica do ministro Antonio Palloci.
''Nós não queremos desorganizar o governo do presidente Lula. Nós queremos é recriar o PMDB, dar ao PMDB uma oportunidade de renascer, de discutir as políticas, e não ficar atrelado às decisões econômicas do governo federal, que são do Fundo Monetário Internacional'', defendeu o governador, em nota distribuída pela Agência Estadual de Notícias.
De acordo com o governador, a posição majoritária do PMDB manifestada antes mesmo da derrubada da liminar era, também, a de lançar candidatura própria em 2006. Esse, segundo ele, seria o posicionamento unânime dos 37 delegados do diretório do PMDB no Paraná, que compareceram em peso à convenção.

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