Nos bastidores, PDT ameaça processo
O advogado da coligação pedetista, Marcos Kaimen, afirmou que, independentemente de o candidato Gustavo Castro (PSDB) ter assumido a autoria da publicação, a iniciativa ''é criminosa porque grande parte do conteúdo não foi publicado'' no Correio Braziliense. ''É uma publicação caluniosa.''
Kaimen informou que, nos próximos dias, a coligação entrará com ação inibitória na esfera cível para impedir que a situação de ontem volte a se repetir. O advogado também vai pedir investigação eleitoral argumentando abuso de poder econômico, baseado na afirmação de que Castro utilizou recursos próprios para bancar o jornal.
Castro negou eventual prática de calúnia, e, à tarde, afirmou que o dinheiro para a confecção proveio ''da conta da campanha, e de doação familiar - minha campanha é quase na totalidade feita com doações familiares''. ''E eles que processem o jornal. Só reproduzi'', eximiu-se.
Em material enviado à imprensa, no fim do dia - fato que já era comentado nos bastidores, na PF, de manhã -, a coligação de Barbosa Neto (PDT) destacou que a ordem para distribuição teria partido de um assessor de campanha do PSDB conhecido como Aurélio, o ''Lelo'', suposto proprietário do veículo onde foi apreendida parte do material. A FOLHA falou com o assessor, à noite, mas ele refutou a ilação. ''Esse carro não é meu'', encerrou. Castro disse não saber de quem seria o carro. ''Muitas pessoas que ajudam na campanha do Hauly acabam me ajudando também'', definiu. (C.A. e J.G.)





