Brasília - Sob intensa pressão do PT de São Paulo e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), logo depois da demissão de Antonio Palocci da Casa Civil, a ponto de temer pela governabilidade, a presidente Dilma Rousseff fez o que muitos duvidavam que fosse capaz: passou a trabalhar intensamente nos bastidores da política para debelar crises.
Nos últimos dez dias Dilma fez mais política do que nos cinco primeiros meses de governo, contabiliza um auxiliar. Primeiro, escolheu a senadora Gleisi Hoffmann para substituir Palocci de forma solitária, sem consultar nem sequer seu padrinho Luiz Inácio Lula da Silva - só comunicou a decisão. Depois, ignorou uma articulação feita pelo presidente da Câmara com petistas de São Paulo para levar o líder do governo, Cândido Vacarezza (PT-SP), para a coordenação política. Optou pela ex-senadora Ideli Salvatti.
Em seguida, a presidente Dilma exigiu de Vacarezza, do líder do PT, Paulo Teixeira (SP), do ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do ex-presidente nacional do partido Ricardo Berzoini (SP) que assinassem uma trégua. Por fim, Dilma resolveu acertar as contas com Marco Maia, que ameaçava votar dois projetos - a regulamentação da emenda constitucional 29 e a Proposta de Emenda Constitucional 300 - que podem causar um rombo de R$ 40 bilhões no Tesouro.

mockup