São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem, durante cerimônia de liberação de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para Pernambuco, que o Nordeste não pode mais continuar sendo ‘‘reprodutor de pobres’’.
  ‘‘O Nordeste não pode continuar sendo, no mapa brasileiro, reprodutor de pobres, nós temos o direito de crescer igual todos tiveram o direito de crescer. Nós não queremos tirar nada de ninguém, o que nos queremos é nos recolocar no mapa deste país e todo mundo saber. Não queremos ser apenas pedreiros. Nós queremos ser engenheiros, nós queremos ser médicos. Daí investir na educação no Nordeste, na formação de doutores, nas universidades. Nós queremos apenas que o pão seja partilhado de maneira justa’’, afirmou.
  Lula ainda falou sobre sua vida difícil e sobre a elite brasileira. ‘‘Eu sei o que é a vingança da elite brasileira, eu sei o que é, muitas vezes, o ódio de classe demonstrado, às vezes, desnecessariamente. Aos 60 anos eu sou um homem sem ódio, ninguém vai me deixar nervoso. Tenho um objetivo, provar que este país pode dar certo. Eu sou um homem convencido de que só Deus, na sua grandeza infinita, pode impedir que a gente faça as coisas que nós temos que fazer neste país, doa a quem doer.’’
  O presidente esteve em Recife para assinatura de novos acordos do PAC, voltados para as áreas de saneamento básico e urbanização de favelas. ‘‘Nós vamos percorrer o Brasil inteiro anunciando as obras do PAC. Por enquanto, estamos anunciando as obras de habitação e saneamento básico. Nós não estamos anunciando as outras obras, porque um PAC não é apenas os R$ 146 bilhões de saneamento e habitação, o PAC, na verdade, são R$ 504 bilhões que nós queremos envolvê-los na economia até 2010. São ferrovias, rodovias, pontes, gasodutos, linhas de transmissão, hidrelétricas, portos, aeroportos, que o Brasil tanto precisa’’, afirmou Lula.

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