Nomeações provocaram críticas
Além das dívidas, o prefeito Nedson Micheleti (PT) enfrentou no primeiro mês de administração uma série de polêmicas envolvendo alguns nomes que compõem o governo. Em todas os casos, o problema foi a suposta ligação dos assessores com o ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), acusado de corrupção.
O primeiro choque ocorreu antes mesmo da posse, com a indicação do ex-deputado federal Paulo Bernardo para a Secretaria da Fazenda. O nome de Bernardo consta da famosa lista de pagamentos de Cassemiro Zavierucha, o Carlos Júnior, que seria o tesoureiro de Belinati.
A explicação veio rápida: na campanha de 98, o então candidato à reeleição Paulo Bernardo fez dobradinha com o filho de Belinati, Antônio Carlos (sem partido), candidato a deputado estadual. Mas isso não minimizou as críticas, sobretudo do Movimento pela Moralização na Administração Pública.
Outro nome questionado foi o do diretor da Fundação de Esportes, o engenheiro Marcelo Paulino. Oficialmente, a indicação partiu do PHS. Mas nos bastidores a informação é que Paulino seria nome ligado ao deputado estadual Moysés Leônidas (PSB), que também foi secretário de Belinati.
Mas nada foi tão criticado como a permanência de Francisco Mestre no Conselho Fiscal da Sercomtel. Chico Mestre, como é mais conhecido, foi chefe de gabinete e pessoa de notória proximidade com o cassado Belinati. Para Nedson, todas essas polêmicas estão superadas. Eu não vou olhar esse tipo de ligação política. Vou ver sob o ponto de vista ético. E qualquer um que venha a ter problemas éticos, tomarei providência, disse. (L.H.)





