Nomeações de comissionados divide Assembleia
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A sessão de ontem da Assembleia Legislativa registrou uma divisão entre os deputados estaduais. De um lado ficaram os parlamentares que pediram esclarecimentos sobre a transferência de funcionários comissionados dos gabinetes para a administração da Casa. De outro, deputados questionaram o que chamaram de clima de envenenamento entre os colegas de legislatura.
A confusão começou depois que o deputado Jocelito Canto (PTB) ocupou a tribuna para questionar a existência de assessores parlamentares lotados em cargos da administração da Assembleia. Logo após o pronunciamento, Canto foi cercado por deputados que começaram a debater o assunto em pleno plenário. O tom da conversa ficou tão exaltado que chegou a atrapalhar a fala do deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB).
A transferência de comissionados dos gabinetes para a administração permitiria, apontou Canto, que alguns deputados tenham mais assessores que o limite de 23 comissionados estipulados em lei. O que foi combinado foi 23. Não pode mais dar um jeitinho.
Justus disse que irá analisar caso a caso as situações que forem denunciadas para a Mesa. E disse que não é função dele saber onde trabalham cada um dos funcionários da Assembleia. Se o senhor não sabe, não pode pagar, afirmou Canto. O deputado também pediu que Durval Amaral, que foi responsável pelo recadastramento dos funcionários da Casa, apresente o nome dos responsáveis pela nomeação dos 258 comissionados que estão lotados na Administração.
Para Canto, a migração de funcionários comissionados não existe. É ilegal isso, declarou. Se ele (o funcionário) não cabe no gabinete ele tem que migrar é pra casa, sugeriu. E provocou: Vamos ver se tem algum (funcionário) do baixo clero.
Em resposta, Justus disse que o que falta é que se coloquem as pessoas nos seus devidos lugares. Na segunda-feira o presidente se comprometeu, em reunião privada com membros da Mesa Executiva, a exonerar funcionários que tenham sido deslocados da assessoria parlamentar para a administração.
Depois de Canto, o deputado Luiz Claudio Romanelli
(PMDB) ocupou a tribuna para falar do que chamou de clima de envenenamento entre os parlamentares. Vamos suspender esse fogo cruzado aqui. Vamos debater, procurar uns aos outros, pedir esclare-cimento, defendeu. Não é possível mais andar pelo plenário quando há pessoas que se especializaram em envenenar nosso relacionamento.
Já o deputado Nereu Moura (PMDB) foi mais longe. Acusou os colegas de estarem querendo aparecer. Me dói na alma a hipocrisia de muita gente. O que me surpreende é a ânsia de alguns de aparecer, declarou. Também disse que sabe de muita coisa mas que preferiu colaborar com as mudanças pelas quais a Assembleia está passando.


