Já está no Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central o nome de Aldo Almeida, atual vice-presidente do Banestado, para presidir o banco paranaense. O governo passou o dia mantendo a indicação sob sigilo, já que o BC ainda não aprovou a indicação. A assessoria de imprensa do BC confirmou à Folha que o governo do Paraná já havia enviado ontem à tarde à direção do BC o nome de Aldo Almeida.
Ricardo Khury, o filho do presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), e atual diretor de Crédito Imobiliário do Banco, deve assumir a vice-presidência do Banestado. Khury reuniu-se ontem à tarde no Palácio Iguaçu com o governador Jaime Lerner (PFL). ‘‘Ele pode ser, mas como é muito independente, quer antes de qualquer coisa conversar com o novo presidente do Banco, o Aldo Almeida’’, entregou o deputado por telefone, minutos depois da conversa com Lerner.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, fica hoje em Brasília. Ele irá ao BC assinar o acordo que libera a primeira parcela dos R$ 4,4 bilhões que serão emprestados pelo governo federal para o Banestado. Além do acordo, Gionédis tentará apressar a confirmação de Aldo Almeida junto ao BC. O sigilo mantido ontem foi uma exigência de Lerner, que não está disposto a antecipar indicações incertas, como foi o caso do veterano Celso Sabóia, que refluiu do convite na última hora.
O presidente demissionário do Banestado, Manoel Garcia Cid, defendeu ontem a indicação de Aldo Almeida. Ele conversou com Lerner à tarde. ‘‘Falei em nome de toda a diretoria que está integrada e defende o Aldo como o novo presidente’’, afirmou. O governo tem pressa na definição da nova diretoria. Edital baixado pelo governo do Estado marca assembléia geral do grupo para o próximo dia 23, quando será anunciado um aumento de capital do Banestado, o primeiro passo para o saneamento de uma instituição financeira.
O Conselho Administrativo do Banestado pretende aproveitar a oportunidade para submeter à assembléia o nome do novo presidente do Banco e sua diretoria. A legislação exige o aval dos acionistas.

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