Nome de Serraglio é lançado para 'unir' PMDB
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Procurado pela FOLHA, o deputado federal Osmar Serraglio reagiu com surpresa ao saber que foi indicado para disputar a presidência do PMDB do Paraná em nome da chapa ''Unidade Peemedebista''. Diante da impossibilidade de acordo com o senador Roberto Requião, a coalização de deputados estaduais, membros da atual direção do partido e amigos do ex-governador Orlando Pessuti consideraram arriscado prosseguir na campanha pelo comando da sigla sem um nome para encabeçar o movimento.
''Na verdade eu ainda não me manifestei. Estou com esse grupo político e a gente vai conversar'', disse Serraglio, medindo as palavras. A informação ''vazou'' ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, revelando o teor de reunião fechada feita na segunda-feira à noite entre os deputados estaduais, Serraglio e o senador Sérgio Souza (suplente de Gleisi Hoffmann). ''Eu estou na vice liderança do governo na Câmara Federal, não tenho todo o tempo necessário (para a presidência do PMDB)'', desconversa o ''Doutor Osmar'', como o deputado federal é conhecido em Umuarama (Noroeste), sua base eleitoral.
''É difícil fazer o enfrentamento do Requião sem ter um nome. Fica muito delicado. É dentro dessa discussão que se levantou o nome do Osmar Serraglio'', confirmou ontem o deputado estadual Artagão Júnior. Nesse cenário, Orlando Pessuti assumiria a secretaria-geral, desbancando o sobrinho de Requião, o deputado federal João Arruda. Serraglio não descarta assumir o rojão, mas gostaria que outros nomes fossem cogitados. ''Eu sempre defendi o Pessuti, que está com bastante tempo para a tarefa'', diz o político. A sugestão não foi acolhida pelos demais, que a consideram uma provocação desnecessária contra Requião.
Outra faceta da disputa é o silêncio do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, que a pedido dos colegas da AL não comenta mais a eleição da nova diretoria do partido, agendada para o próximo dia 15 de dezembro. Os políticos acham que é necessário retirar a eleição de 2014 da pauta, e Romanelli representaria a presença do PSDB de Beto Richa dentro da sigla. Requião estaria valendo-se disso para defender a autonomia do PMDB no Paraná, rompimento com o governo estadual e sua própria candidatura na disputa pelo Palácio Iguaçu.


