O ex-secretário de municipal Obras de Londrina Sandro Nóbrega confirmou ontem à Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Alvarás a versão da ex-diretora de aprovação de projetos Celina Ota para o engavetamento de denúncias de irregularidades no Jardim Colúmbia, que deveriam ter sido enviados para a Corregedoria do município. Porém, ele diz que a demora ocorreu porque "aguardava mais documentos" para embasar a denúncia e, então, dar o encaminhamento.
Nóbrega foi ouvido ontem pela CEI por cerca de uma hora, acompanhado de Vinícius Roberto Peres, apresentado como seu advogado. Logo em seguida, os membros da comissão de inquérito ouviram a última moradora do Jardim Colúmbia que seria convidada. Ela negou o conhecimento de qualquer irregularidade envolvendo sua propriedade.
O ex-secretário comandou a pasta de Obras desde o início do governo Alexandre Kireeff (PSD). Ficou sabendo das suspeitas de irregularidades no Jardim Colúmbia em janeiro de 2013, por intermédio do presidente da associação de moradores, Juliano Dalto, mas a apuração interna do caso não teve seguimento.
Celina disse que foi encarregada por Nóbrega da apuração em abril de 2013 e que, em julho, entregou os documentos ao ex-secretário. Ontem, segundo Jamil, ele confirmou a informação à CEI, mas devido à necessidade de mais documentos para provas antes de ser enviado à Corregedoria, não tomou nenhuma atitude. Nóbrega não citou irregularidades na pasta, mas reclamou do sucateamento. "Ele ficou surpreso do caso da construção que ficou pronta antes da liberação do alvará de construção e nós ficamos surpresos com isso. Vamos atrás para saber se a secretaria segue as regras", afirmou Jamil.
Nóbrega se recusou a conversar com os repórteres ao fim do depoimento. Limitou-se a dizer que foi colaborar com a CEI, como colabora com o Ministério Público.

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