No voto secreto prevalece o lado pessoal do deputado
Brasília - Há uma reclamação constante entre os membros do Conselho de Ética de que, no plenário onde a votação é secreta, os deputados têm julgado de acordo com o relacionamento pessoal com o acusado, com suas simpatias e a biografia do parlamentar e não levando em conta as investigações e conclusões do processo. Para o deputado José Carlos Araújo (PL-BA) não há motivo para uma renúncia coletiva. ''Quando eles entraram para o Conselho não sabiam que a regra do jogo era essa?'', questionou. ''Estamos cumprindo o nosso papel e o plenário o dele'', completou Araújo.
Todos integrantes do Conselho defendem, no entanto, mudanças no regimento interno para dar mais poderes ao colegiado. Até agora, dos 11 processos em que o Conselho recomendou a cassação, o plenário já votou 9 e mudou seis conclusões, confirmando apenas a cassação do ex-ministro José Dirceu, do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e de Pedro Corrêa (PP-PE). O Conselho propôs duas absolvições que foram respaldadas pelo plenário. (D.M.)





