Prefeito Marcelo Belinati: escolha para as secretarias "segue critérios técnicos"
Prefeito Marcelo Belinati: escolha para as secretarias "segue critérios técnicos" | Foto: Saulo Ohara



O prefeito Marcelo Belinati (PP) e os vereadores Péricles Deliberador (PSC) e Filipe Barros (PSL) foram convocados na manhã desta quinta-feira (26) pelo promotor Renato de Lima Castro, coordenador do Gepatria (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e Combate à Improbidade Administrativa), sobre as supostas indicações de parentes dos parlamentares para cargos no Executivo. A possível troca de favores aconteceria para tentar impedir a criação da CP (Comissão Processante) contra Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV), afastados desde janeiro do Legislativo por causa da Operação ZR-3, que investiga supostas vantagens financeiras aos agentes públicos para aprovação de projetos de mudanças no zoneamento. A Comissão Processante contra Rony Alves e Mario Takahashi foi aprovada por 15 votos a 4, no dia 17 de abril.
Em entrevista coletiva, depois de prestar depoimento, Marcelo Belinati afirmou que há mais funcionários de carreira do que comissionados no primeiro escalão do secretariado municipal, "diferente de outras administrações", como pontuou o gestor. "Na CMTU, por exemplo, três diretores da administração anterior (Kireeff) continuaram. Sempre tive uma relação respeitosa com o Ministério Público, mas estou conversando ainda. Se persistir a recomendação administrativa, iremos acatá-la", disse. O prefeito negou a troca de favores e reiterou que a escolha para as secretarias "segue critérios técnicos". Ele comentou que "há pessoas no serviço público com currículos invejáveis. O objetivo é fazer o bem para a cidade".
A comissão é formada por José Roque Neto (PR) na presidência, João Martins (PSL) na relatoria e Vilson Bittencourt (PSB) como membro. No MP (Ministério Público), Barros e Deliberador foram questionados pela presença de parentes na prefeitura. O irmão do líder do prefeito na Câmara, o coronel aposentado da Polícia Militar Luiz Carlos Deliberador, está na direção da Secretaria de Defesa Social desde janeiro de 2017, e o tio de Filipe Barros, Emerson Barros, locado na Cohab (Companhia de Habitação de Londrina).

NENHUMA INDICAÇÃO
O vereador Péricles Deliberador (PSC), líder do prefeito no Legislativo, disse que conversou com o promotor por cerca de cinco minutos. Ele afirma que não houve nenhuma indicação. "Não há nenhuma responsabilidade, não houve nenhum indicação. Isso daí é uma questão do Executivo Municipal. Ele (o irmão Luiz Carlos) está lá desde o dia 2 janeiro de 2017", afirma o vereador.
Já o vereador Filipe Barros conta que foi questionado por cerca de 15 minutos também sobre a fala do vereador Jamil Janene (PP)- sobre a possibilidade de troca de favores para o pedido de CP não ser aprovado na Câmara. E que disse que não se sentiu ameaçado por não votar nesta matéria, já que foi o autor da representação contra Alves e Takahashi. Barros disse ao promotor que conhecia todas as pessoas citadas em uma lista entregue ao promotor pelo ex-vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta, "porque são pessoas que frequentam a sede do Legislativo".
O principal questionamento, no entanto, foi sobre o tio dele, Emerson Barros, lotado na Cohab desde janeiro de 2017. "Antes ele já tinha ficado todo o período do Marcelo como deputado federal na assessoria dele e já havia trabalhado com Antônio Belinati. Quando eu tinha dez anos ele já trabalhava com a família", afirma Barros. O vereador disse também ter comprovado as passagens do tio na administração belinatista com um currículo e cópias de publicações oficiais.
O promotor Renato de Lima Castro disse que a investigação não está concluída e que vai ouvir mais pessoas na próxima semana.

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