No Senado, Renan deve ganhar com facilidade
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domingo, 13 de fevereiro de 2005
Rosa Costa<br>Agência Estado 
Brasília - O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) assume hoje a presidência do Senado, após superar a hostilidade do governo e obter o apoio de quase a totalidade dos senadores à candidatura. O cargo é o terceiro na linha de substituição do presidente da República, em caso de ausência. Sua eleição é um exemplo de obstinação, habilidade e teimosia. Como o governo não conseguiu aprovar a reeleição das Mesas da Câmara e do Senado, ele se beneficiou.
Tido como o mais empenhado em manter o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o ministro da Casa Civil, José Dirceu, acabou por se aproximar de Renan depois que este, na liderança do PMDB, conseguiu barrar as CPIs de Waldomiro Diniz - ex-assessor da Casa Civil, acusado de corrupção - e dos Bingos, ao não indicar os nomes do partido para compor as comissões. No Senado, a parte mais difícil foi a de obter o apoio de Sarney.
Renan prometeu, na busca de apoio, manter inalterados os cargos da confiança de Sarney na Comunicação Social, Diretoria-Geral e Secretaria da Mesa Diretora. Mesmo assim, poderá preencher cargos de confiança cobiçadíssimos - sete vagas para exercer a função de assessor, com salário de R$ 8,2 mil, e oito de secretário parlamentar, com remuneração em torno de R$ 7 mil. Renan também deve continuar ocupando cargos na liderança do PMDB, em prejuízo do senador Ney Suassuna (PB) que o substituirá no cargo.
Os principais cargos da Mesa já estão assegurados para o PT, que terá o senador Tião Viana (AC) na Primeira Vice-Presidência; o PSDB, que indica o 2º vice entre os senadores Antero Paes de Barros (MT) e Alvaro Dias (PR), e o PFL, que quer Edison Lobão (MA) na Primeira-Secretaria.
Os presidentes das comissões estarão escolhidos até quarta-feira, sendo certa a indicação de Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) para a Comissão de Constituição e Justiça. O PMDB escolherá o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos entre vários candidatos, entre eles Garibaldi Alves (RN) e Hélio Costa (MG).


