Uma eventual vitória do PT nas eleições para o governo do Rio Grande do Sul abrirá caminho para a reestatização de empresas recém-privatizadas, como a Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) e distribuidoras desmembradas da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). ‘‘Nossa estratégia é que essas empresas sejam públicas, sob controle público, do Estado’’, afirmou ontem o presidente estadual do partido, Júlio Quadros.
Para o dirigente, que faz parte da corrente Articulação de Esquerda, o tempo necessário para a retomada do controle dessas companhias vai depender da ‘‘correlação de forças’’ políticas e econômicas. ‘‘Não se sabe se vamos levar um ou dois governos, mas o processo tem que iniciar a partir de Olívio Dutra e Lula, por intermédio de instrumentos jurídicos, administrativos e econômicos’’, disse Quadros.
Olívio Dutra, ex-prefeito de Porto Alegre e candidato petista ao governo pela segunda vez, trabalha com a promessa de ‘‘recuperar o patrimônio ou arrochar o controle’’ sobre as ex-estatais a partir de uma auditoria sobre todo o processo de privatização.
O candidato, que ostenta 32% das intenções de voto dos eleitores contra 43% do governador Antônio Britto (PMDB) na última pesquisa do Ibope e 32,6% contra 39,7% no último levantamento do jornal ‘‘Correio do Povo’’, fala em ‘‘estancar a sangria privativista’’, mantendo estatais o Banrisul, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e a Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Olívio também quer restabelecer as funções das extintas Caixa Econômica Estadual e Cohab no financiamento habitacional para pessoas de baixa renda.

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