No Rio, deputados vão levantar elo bicho-drogas
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
A CPI do Narcotráfico irá investigar o envolvimento de banqueiros do jogo do bicho do Rio de Janeiro com o tráfico de drogas e armas. Assim que retornarmos de Campinas (SP) vamos pedir algumas diligências no Rio de Janeiro sobre isso, afirmou ontem o deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), sub-relator da Comissão. Os deputados estarão amanhã em Campinas para investigar atuação da quadrilha envolvida com o narcotráfico.
Após os trabalhos em Campinas, os deputados da CPI vão ouvir, em Brasília, o depoimento de Alda Inês dos Anjos Oliveira, ex-namorada e braço direito do traficante Fernandinho Beira-Mar, que está presa no Rio. O mais provável é que Alda Inês seja ouvida no próximo dia 23.
A CPI ouvirá também a pedagoga Carmem Paula da Mota Gilson, cujo filho, Ricardo Augusto, preso por roubar R$ 36, foi morto por espancamento dentro do Manicômio Judiciário Henrique Roxo, no Rio. Segundo ela, seu filho foi assassinado porque iria denunciar o envolvimento de policiais com o tráfico dentro das prisões.
A Secretaria de Segurança Pública vem investigando desde agosto o envolvimento de policiais no desvio de munições para o tráfico. De acordo com o delegado Pedro Paulo Abreu, da Força-Tarefa do Estado de Combate ao Tráfico de Drogas e ao Contrabando de Armas, as investigações deverão estar concluídas em breve. Os policiais envolvidos com o tráfico serão afastados, garantiu ontem o governador Anthony Garotinho. Já prendemos mais de trinta integrantes da quadrilha do traficante Beira-Mar, se houver policiais envolvidos eles também serão presos.
A quadrilha de Beira-Mar provou ter ligações também com o Paraná (leia acima), de acordo com grampos feitos em telefones de suspeitos. O traficante está desaparecido e pode estar escondido no Paraguai.





