No Rio, candidatos têm trajetórias bem diferentes
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sábado, 30 de setembro de 2000
Wilson Tosta Agência Estado De Rio de Janeiro 
Um ex-desconhecido que pode ser o principal candidato conservador ao governo em 2002; um ex-prefeito de discurso tecnocrático em luta para se reafirmar após uma derrota; uma ex-líder favelada, com projeto ameaçado; um ex-candidato presidencial. São assim, diversas e contraditórias, as trajetórias do prefeito Luiz Paulo Conde (PFL), do ex-prefeito Cesar Maia (PTB), da vice-governadora Benedita da Silva (PT) e do ex-governador Leonel Brizola (PDT), que recebem neste domingo a maioria dos votos no Rio.
Curiosamente, é Conde, o menos experiente dos quatro, que lidera as pesquisas. De azarão no início da campanha de 1996, o prefeito pode sair do pleito de 2000 como a mais forte alternativa do PFL fluminense para conquistar o governo. Não tenho outras ambições, afirma no entanto o candidato.
Criador de Conde como político, Cesar Maia, um economista de 55 anos, começou na esquerda revolucionária, foi brizolista e até se apresentou postulante ao espaço deixado na direita pelo ex-governador Carlos Lacerda. Eleito prefeito em 1992, Maia fez um governo marcado por obras e por um estilo agressivo de ocupar espaço na imprensa. Lançou os factóides, em sua definição, que eram verdadeiras jogadas de marketing.
Uma campanha radicalmente diversa da de 1992, quando chegou pela primeira vez ao segundo turno, poderá levar a vice-governadora Benedita da Silva (PT), de 58 anos, à segunda rodada de votação em 2000. Há oito anos, a petista venceu o primeiro turno empunhando a bandeira do impeachment do presidente Fernando Collor e com o partido unido. Agora, faz uma campanha marcada por baixo entusiasmo.
Herdeiro da tradição trabalhista gaúcha, Leonel Brizola, de 78 anos, pode estar disputando a sua última eleição. Nascido em Carazinho (RS), em 1922, em uma família camponesa pobre, estudou com dificuldade, formou-se engenheiro e ingressou na política no fim dos anos 40, no PTB.
Deputado estadual, prefeito de Porto Alegre, governador
do Rio Grande do Sul e deputado federal. Perseguido no golpe de 64, viveu 15 anos exilado.


