O desempenho dos deputados estaduais do Paraná nas eleições municipais deste ano não deve provocar mudanças na relação de forças entre os partidos na Assembléia Legislativa (AL). Apesar de quatro dos dez parlamentares que concorreram terem sido eleitos e haver a possibilidade de pelo menos mais um sair após a realização de segundo turno em Curitiba, a tendência é que haja apenas troca de nomes. As bancadas serão mantidas.
A única alteração que pode ocorrer na base de sustentação ao governador Jaime Lerner (PFL) depende da eleição de Beto Richa (PTB), que é vice da chapa do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). Se isso acontecer, Richa terá de renunciar ao cargo de deputado estadual. Nesta situação, abriria espaço para que Nelson Tureck (PFL), derrotado em Campo Mourão, assumisse uma cadeira na Assembléia.
Na bancada da oposição também não haverá mudanças de peso. A primeira suplente do PT, Luciana Rafagnin, vai assumir a vaga aberta com a renúncia de Péricles Mello em 2001. Ele foi eleito prefeito de Ponta Grossa. Luciana é vereadora em Francisco Beltrão. Se Angelo Vanhoni for eleito prefeito de Curitiba no segundo turno, sua vaga na Assembléia será ocupada por Jaime Callegari, segundo suplente do PT e uma das principais lideranças do MST no Paraná.
Edgar Bueno (PDT), eleito prefeito de Cascavel, também se desliga da AL em dezembro. Em seu lugar assume o primeiro suplente do partido, Eli Ghellere, vice-prefeito de São Miguel do Iguaçu. O quarto deputado eleito esse ano foi Geraldo Cartário (PSL), que já antecipou que não assumirá o cargo de vice-prefeito de Fazenda Rio Grande, continuando na Assembléia.

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