No PR, Lula deve priorizar palanque 'amplo' a Dilma
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), pré-candidato ao governo do Estado em 2010, conversou ontem com o presidente Lula (PT) sobre o cenário da próxima disputa eleitoral. O encontro, contudo, pode não ter tido o efeito esperado pelo peemedebista. A Reportagem apurou que Lula deve priorizar no Estado a construção de um palanque amplo para a candidatura à Presidência da República da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o que torna inevitável a aproximação do PT com as siglas que dão sustentação ao governo federal, entre elas o PDT de Osmar Dias, também pré-candidato ao governo do Estado.
Pessuti informou suas intenções ao presidente Lula, mas não teria pedido a ele apoio direto à sua candidatura ao Executivo estadual. O peemedebista também teria confirmado que gostaria de estar presente no palanque de Dilma. Na prática, se o PMDB confirmar candidatura própria e o PT estadual consolidar uma aliança com o PDT, Dilma passa a ter dois palanques no Paraná.
Em entrevista ontem à Reportagem, o deputado federal André Vargas (PT/PR), que acompanhou o encontro de Lula com Pessuti, disse que o momento é de diálogo, mas, ao mesmo tempo, deu sinais claros de que sua sigla no Paraná pode caminhar sim ao lado do PDT de Osmar Dias. ''Tem muita chance do Osmar virar líder governista no Senado'', comentou Vargas, lembrando, inclusive, do apoio direto do ministro Paulo Bernardo (PT) à candidatura de Barbosa Neto (PDT) à Prefeitura de Londrina.
Questionado sobre a participação do PT na gestão de Roberto Requião (PMDB), Vargas afirmou que sua sigla ''não se sente devedora''. ''Não temos casamento de papel passado'', respondeu ele. Apesar de internamente o PT já sinalizar apoio ao PDT, a possibilidade de candidatura própria permanece no discurso oficial. ''Mesmo que a gente esteja falando de candidatura própria, o diálogo com os aliados vai continuar até o dia da convenção'', disse ele. No momento final, reforça Vargas, o que pesará na balança é ''o que for melhor para o palanque da Dilma''. ''Nossa prioridade é nacional''.
O ministro Paulo Bernardo, também presente na conversa entre Lula e Pessuti, reforçou a ideia de união das siglas que dão base ao governo federal. ''Foi uma conversa boa em que o Pessuti afirmou que tem expectativa de assumir o governo no comecinho de abril (com a eventual desincompatibilização de Requião para disputar uma vaga no Senado). Nós falamos que estamos conversando com o Osmar, mas se pudermos ir juntos (PT, PDT e PMDB) seria melhor'', afirmou ele. (Colaborou Fábio Cavazotti)


