Curitiba - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), chega amanhã no Paraná em meio a um cenário político indefinido. Pré-candidata ao Executivo nacional no próximo ano, Dilma tenta articular um palanque forte no Estado, tarefa até então cumprida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agenda da ministra-chefe ainda não foi divulgada, mas, extraoficialmente, corre que ela já tem um jantar marcado com o governador Roberto Requião (PMDB), na noite de quarta-feira. Antes, às 18 horas, ela faz uma visita ao Hospital Erasto Gaertner, articulada pela presidente do PT no Paraná, Gleisi Hoffmann. Às 19h30, ela participa do 30º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão.
As conversas sobre as eleições de 2010 devem se concentrar durante o jantar com Requião. O peemedebista já conversou com o próprio presidente Lula, em Brasília, mas o palanque regional para a candidata do PT segue indefinido. O PT deseja uma aliança com o senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná e integrante da base de apoio do governo federal no Congresso Nacional. Nas negociações, contudo, os petistas também querem arrastar o PMDB, aliado histórico no Estado, mas há resistência: oficialmente, peemedebistas articulam pela candidatura própria, do vice-governador Orlando Pessuti. Nos bastidores, O PMDB também está próximo dos tucanos, que já lançaram a pré-candidatura de Beto Richa e Alvaro Dias. Em 2006, PSDB e PMDB só não caminharam juntos no Estado por decisão da Justiça Eleitoral, que acatou a negativa da cúpula tucana.
E há ainda um outro conflito: embora aliados no passado, Requião e Osmar se enfrentaram no segundo turno das eleições de 2006. As conversas só retornaram recentemente. A pedido do governador, já houve um encontro entre Osmar e o líder do governo no Legislativo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), para tratar de 2010. Por outro lado, Osmar passou publicamente a defender a política tributária do Estado, assim como programas ''encabeçados'' pela gestão Requião.
Na relação entre Osmar e PT também há obstáculo: ao contrário do governador Requião, que já manifestou apoio ao nome de Dilma, Osmar ainda não assumiu o ''namoro'' com os petistas.

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