No PDT, Fruet lança pré-candidatura em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O aguardado anúncio oficial da filiação do ex-deputado federal Gustavo Fruet ao PDT foi feito ontem nas escadarias do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na praça Santos Andrade, em Curitiba. Essa pode ser considerada a largada para a disputa nas eleições municipais de 2012 na Capital. ''Recomeço a minha vida pública a partir da filiação ao PDT. Temos uma necessidade de repensar o futuro da cidade. Saio do conforto de possíveis benesses de governo e vou de volta para a trincheira'', discursou Fruet, que saiu do PSDB em julho, por não encontrar o apoio necessário para o seu desejo de disputar a prefeitura de Curitiba.
Durante o evento, Fruet recebeu uma carta de boas-vindas do ex-senador Osmar Dias, presidente estadual do PDT. ''O PDT está honrado com a filiação de Fruet. Nosso projeto não é eleitoral, queremos apresentar juntos um projeto de governo'', diz trecho da nota. O presidente em exercício do PDT em Curitiba, Jorge Bernardi, avisou que o diretório municipal já foi oferecido para ficar sob o comando de Fruet. ''Esse é o fato mais importante para o PDT local dos últimos dez anos, desde a filiação do Osmar Dias. O nosso projeto com o Fruet é por, pelo menos, vinte anos'', planeja.
Fruet afirmou ser possível a construção de uma aliança com o PT em Curitiba logo no primeiro turno, mas foi cauteloso. ''É possível, mas temos que respeitar o tempo dos partidos. Nesse momento é apenas especular'', respondeu. Fruet aproveitou para agradecer ao PV, que também havia feito convite a ele. Com a ida de Fruet ao PDT, o PV ainda estuda a possibilidade de lançar candidatura própria, que ficaria entre os nomes dos deputados estaduais Rasca Rodrigues e Roberto Aciolli.
Sobre a provável disputa com o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), que contará com o apoio do PSDB, e que deverá ter um tempo maior de propaganda eleitoral no rádio e na TV, Fruet minimizou. ''Essa não vai ser uma eleição para se criar uma identidade, e sim uma eleição de lideranças e personalidade. E por isso o tempo de TV não será decisivo. Uma grande coligação pode representar um custo político muito grande'', analisa.
O mais novo pedetista disse ainda não ver problemas em ingressar em um partido que faz parte da base da presidente Dilma Rousseff (PT). ''Não se faz política sem enfrentar contradições''. Do PSDB, que não apoiou oficialmente sua candidatura à prefeitura de Curitiba, ele afirmou não guardar mágoas. Fruet despontou como um nome forte para concorrer à prefeitura de Curitiba desde o fim do ano passado, quando conseguiu uma expressiva votação ao Senado - 2,5 milhões de votos, menos de 2% de diferença para Roberto Requião (PMDB) - apesar de não ter sido eleito.


