Prevendo um embate longo entre os filiados, o PMDB do Paraná decidiu esticar a convenção. Conforme decisão da Executiva ontem, o dia 20 de junho ficou reservado apenas para a "macro definição" entre a candidatura própria ao governo do Estado e a aliança com o atual governador, Beto Richa (PSDB), pré-candidato à reeleição. Contrariando a posição nacional, a união com o PT foi descartada. Independentemente do resultado, a convocação – que seria publicada hoje – chama os peemedebistas para um novo encontro no dia 29 de junho, quando sairão os nomes para a chapa.
Segundo o presidente estadual do partido, deputado federal Osmar Serraglio (PMDB), não haveria tempo para resolver tudo num único dia. "Seria um imbróglio. Imaginando que a candidatura própria vença, só teremos a decisão sobre isso no meio da tarde. Depois, precisamos ainda saber com qual partido haverá aliança, quem será vice, como ficará a chapa para deputados, senador." O deputado afirmou que uma semana a mais servirá para a organização do partido e contatos com outras legendas.
Embora o senador Roberto Requião (PMDB) apareça mais forte numa eventual candidatura própria ao governo, o desafeto dele e ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) mantém o nome para a disputa na convenção. Se o partido decidir pelo apoio a Beto, estão na briga pela vaga de vice o próprio Serraglio, e os deputados estaduais Caíto Quintana e Artagão Junior.

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