Curitiba - Repercutiu no Paraná a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu estender a fidelidade partidária os ocupantes de cargos majoritários - presidente, governadores, senadores e prefeitos. Esse entendimento, entretanto, não deve ser aplicado imediatamente a nenhum caso concreto. O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia decidido pela fidelidade para parlamentares (deputados federais, estaduais e vereadores).
Levantamento feito pelo PPS do Paraná mostra que, no Estado todo, 19 prefeitos abandonaram o partido. Mas só sete deles deixaram a sigla depois de 27 de março: Palmeira, Rio Branco do Sul, Santa Inês, São João, São Manoel do Paraná, Saudade do Iguaçu e Santa Fé. O diretório do PPS informou ontem que aguarda a regulamentação da fidelidade para retomar na Justiça todos os mandatos que perdeu com o troca-troca partidário.
O PMDB estadual ainda não tem um levantamento fechado de quantos prefeitos perdeu e quantos ganhou nos últimos meses. Na avaliação do líder governista, Luis Cláudio Romanelli (PMDB), a decisão do TSE não prejudica necessariamente os ocupantes de cargos majoritários. Isso porque a decisão valeria apenas a partir de anteontem, quando o assunto foi votado.
Um exemplo de mudança recente é o prefeito de Campo Magro (Região Metropolitana de Curitiba), Rilton Boza, que havia sido eleito pelo PTB e há cerca de um mês filiou-se ao PMDB do governador Roberto Requião.
O presidente do PT, André Vargas, interpretou a decisão do TSE de maneira semelhante à de Romanelli. Na opinião de Vargas, a decisão não deve causar nenhum transtorno, pois entraria em vigor a partir de anteontem. O PT angariou um prefeito recentemente, o prefeito de Umuarama, Luiz Renato de Azevedo (ex-PPS), que mudou de legenda há poucas semanas.
No plano nacional, o DEM (ex-PFL) já anunciou sua intenção em recuperar o mandato de três senadores, que migraram para a base aliada ao presidente Lula (PT).

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