Curitiba - O presidente do diretório estadual do PMDB do Paraná, deputado estadual Waldyr Pugliesi, um dos que assinaram a ação judicial que pretendia a suspensão da convenção nacional do partido, realizada no sábado em Brasília, disse que é preciso, a partir de agora, uma mobilização daqueles que pretendem a discussão de uma candidatura própria. ''Aqueles que defendem candidatura própria tem que trabalhar para, em junho, comparecer à convenção nacional e colocar uma ou duas pré-candidaturas para disputar'', disse Pugliesi.
Conformado, embora descontente, ele destacou que não há o que fazer a respeito da convenção, a não ser uma análise. ''Foi uma manobra maquiavélica, tirando o poder de movimentação daqueles que não concordavam'', afirmou. Pugliesi ressaltou que não questiona a presidência do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) na legenda. ''O que não queremos é que seja entregue como vice'', afirmou. ''Tem que construir uma política para fazer uma nação e não se transformar em um mercado.''
Segundo ele, há um levantamento que mostra que 24 diretórios estaduais querem a candidatura própria. ''Mas tem muito chão até a convenção nacional e ninguém sabe o que vai acontecer'', ponderou. O presidente do diretório paranaense acentuou que o nome do governador do Paraná, Roberto Requião, continua colocado como uma alternativa de candidatura própria. ''Ele tem recebido várias manifestações'', disse.

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