Curitiba - A fusão entre PPS e PMN, que deve ser sacramentada amanhã em Brasília, divide opiniões no Paraná. ''Já estamos coligados aqui na Assembleia Legislativa (AL), num bloco partidário que apoia o governo Beto Richa (PSDB). Em Brasília, somos oposição'', explica Douglas Fabrício (PPS). Ele reclama de serem ''forçados'' a isso pelo governo federal. ''Na prática isso é um golpe. Eles querem mudar a regra do jogo depois de ele já ter começado'', afirma Fabrício.
Já o deputado estadual Dr. Batista (PMN) reclama da fusão, pois ele teria se encarregado de estruturar a legenda no Paraná, e agora pode ficar de fora do comando. ''Temos que saber ao menos como será composto o diretório estadual'', chia o parlamentar. Batista não sabe se vai trocar de partido, já que 30 dias após a criação da nova legenda políticos podem vir para a sigla, ou deixar o PPS e o PMN, sem caírem na ''infidelidade partidária''.

Londrina
Em Londrina, corre nos bastidores que vereadores - além de Péricles Deliberador (PMN) e Professor Fabinho (PPS) - estariam acompanhando bem de perto as negociações entre as siglas. O interesse estaria justamente na ''janela'' que possibilita a migração de políticos para o novo partido, sem correrem o risco de perda de mandato por infidelidade partidária.
Em entrevista ontem à imprensa, o deputado federal Rubens Bueno, presidente do PPS no Paraná, admitiu a busca por novos integrantes na cidade, porém sem citar nomes. ''Além de fortalecer a nossa atuação, queremos também receber novas lideranças.'' (colaborou Edson Ferreira/Reportagem Local)

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