No Paraná, aliança entre PMDB e PSDB pode não acontecer
Curitiba - A lua de mel entre o PMDB e o PSDB, que se consolida em Brasília, não deve se reproduzir no Paraná por uma questão de afinidades. O presidente estadual do PMDB, senador Roberto Requião, fez duras críticas ao PSDB de Beto Richa durante discurso no Senado, o que pode tensionar os ânimos nos dois partidos.
Requião fez ponderações ao lançamento da pré-candidatura de Beto, feito no último final de semana em Curitiba. O evento foi acompanhado pelo senador José Serra. Requião disse que viu o candidato do PSDB à presidência da República fazendo um comício a custa de sanduíches e refrigerantes oferecidos aos mais pobres.
O senador do PMDB referiu-se ao grupo de Beto como criminosos do caixa 2 denunciados pela Folha de S.Paulo, que roubaram R$ 32 milhões. Requião quis fazer referência às investigações feitas pelo Ministério Público. O prefeito Cassio Taniguchi (PFL), cabeça da chapa composta por Beto Richa, que em 2000 foi eleito vice-prefeito de Curitiba, é acusado de fazer caixa 2, sonegando informações à Justiça Eleitoral, responsável pelo controle dos gastos de campanha. O PFL de Cassio não teria contabilizado R$ 32 milhões.
As declarações de Requião causaram mal-estar nos bastidores. Entretanto, no PSDB, o discurso oficial é de que ainda há chances de conversa com o PMDB se a aliança nacional se consolidar.(L.D.)





